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Suscetibilidade a antibióticos de isolados de Staphylococcus spp. provenientes de explorações de leite de pequenos ruminantes

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Resumo:O leite de pequenos ruminantes pode conter vários microrganismos, incluindo microrganismos patogénicos, os quais são uma preocupação ao nível da saúde dos animais, dos tratadores/ordenhadores e dos consumidores de produtos laborados a partir de leite proveniente dessas explorações. O cumprimento das Boas Práticas de Higiene e das Boas Práticas de Produção são essenciais para reduzir o risco microbiológico nestas situações. Este trabalho teve como objetivo fazer um levantamento sobre alguns dos principais microrganismos patogénicos e indicadores de higiene associados ao leite produzido em explorações de pequenos ruminantes. Como objetivo mais específico, este trabalho pretende caracterizar um conjunto de isolados de Staphylococcus coagulase positiva provenientes do meio rural. Partindo de 43 isolados de Staphylococcus spp. de amostras de fossas nasais de tratadores/ordenhadores, leite cru de ovelha e cabra e bucal de tanque de leite de explorações de pequenos ruminantes do distrito de Castelo Branco, foi feita uma caracterização prévia dos mesmos (hemólise, manitol, DNAse e coagulase), a que se seguiu a avaliação da suscetibilidade a 12 diferentes antibióticos (ampicilina, amoxicilina mais ácido clavulânico, ceftazidima, ciprofloxacina, enrofloxacina, imipenem, meticilina, oxitetraciclina, penicilina G, sulfametoxazol/trimetoprim, estreptomicina e oxacilina). Os resultados obtidos permitem-nos concluir que todas as culturas testadas eram coagulase, manitol e DNase positiva e que 66,6% (20/30) dos isolados de fossas nasais provenientes dos tratadores/ordenhadores apresentavam um halo de β-hemólise largo. Quanto à suscetibilidade aos antibióticos, o Sulfametoxazol/Trimetoprim 25 μg foi o que mostrou maior eficácia, uma vez que 93,0% das culturas testadas foram sensíveis.
Autores principais:Costa, Gisela Márcia Farinha da
Assunto:Staphylococcus spp. Antibiograma Higiene Explorações de leite Pequenos ruminantes Antibiogram Hygiene Dairy farms Small ruminants
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Instituto Politécnico de Castelo Branco
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco
Descrição
Resumo:O leite de pequenos ruminantes pode conter vários microrganismos, incluindo microrganismos patogénicos, os quais são uma preocupação ao nível da saúde dos animais, dos tratadores/ordenhadores e dos consumidores de produtos laborados a partir de leite proveniente dessas explorações. O cumprimento das Boas Práticas de Higiene e das Boas Práticas de Produção são essenciais para reduzir o risco microbiológico nestas situações. Este trabalho teve como objetivo fazer um levantamento sobre alguns dos principais microrganismos patogénicos e indicadores de higiene associados ao leite produzido em explorações de pequenos ruminantes. Como objetivo mais específico, este trabalho pretende caracterizar um conjunto de isolados de Staphylococcus coagulase positiva provenientes do meio rural. Partindo de 43 isolados de Staphylococcus spp. de amostras de fossas nasais de tratadores/ordenhadores, leite cru de ovelha e cabra e bucal de tanque de leite de explorações de pequenos ruminantes do distrito de Castelo Branco, foi feita uma caracterização prévia dos mesmos (hemólise, manitol, DNAse e coagulase), a que se seguiu a avaliação da suscetibilidade a 12 diferentes antibióticos (ampicilina, amoxicilina mais ácido clavulânico, ceftazidima, ciprofloxacina, enrofloxacina, imipenem, meticilina, oxitetraciclina, penicilina G, sulfametoxazol/trimetoprim, estreptomicina e oxacilina). Os resultados obtidos permitem-nos concluir que todas as culturas testadas eram coagulase, manitol e DNase positiva e que 66,6% (20/30) dos isolados de fossas nasais provenientes dos tratadores/ordenhadores apresentavam um halo de β-hemólise largo. Quanto à suscetibilidade aos antibióticos, o Sulfametoxazol/Trimetoprim 25 μg foi o que mostrou maior eficácia, uma vez que 93,0% das culturas testadas foram sensíveis.