Publicação

A rulote

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Num lugar improvável, esquecido e acidental, estaciona uma Rulote. Este acontecimento banal engendra uma nova realidade num sítio que até então era como se não existisse. Personagens vindas do escuro da noite, viajantes, seres errantes, figuras do quotidiano mas também do sonho, a pretexto da instituição desse sítio, passam a existir diante do espectador, a existir na sua individualidade e a existir umas com as outras. Pressente-se então, intangível, um mecanismo subliminar que encadeia na sua lógica de caos e de ordem todos os movimentos decorrentes desse acontecimento inicial, num sistema perfeito de ruptura e continuidade. Esta é a “história” do espectáculo, na sua descrição mais profunda, menos visível: um acontecimento (chegada duma rulote), e uma sequência de situações que lhe sucedem porque lhe são intrínsecas (pessoas que aparecem por causa da rulote e que por isso, se encontram). Os indivíduos dão lugar a um coro, a realidade transfigura-se em visão, o espaço físico é tanto o da essência do concreto e do palpável, como do «projectado», do transfigurado sensitivamente, emocionalmente, musicalmente, poeticamente… Há uma comunidade local com a qual os actores se relacionam e no seio da qual o espectáculo vai nascer: o teatro a co-habitar com a vida; formula-se um olhar sobre o indivíduo, sobre a cidade e sobre o mundo; há uma intervenção num espaço exterior e desse laboratório nasce o espectáculo.
Autores principais:Bettencourt, Carolina Lopes Ávila Moniz
Assunto:Interpretação Nuno Nunes Espectáculo
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:Num lugar improvável, esquecido e acidental, estaciona uma Rulote. Este acontecimento banal engendra uma nova realidade num sítio que até então era como se não existisse. Personagens vindas do escuro da noite, viajantes, seres errantes, figuras do quotidiano mas também do sonho, a pretexto da instituição desse sítio, passam a existir diante do espectador, a existir na sua individualidade e a existir umas com as outras. Pressente-se então, intangível, um mecanismo subliminar que encadeia na sua lógica de caos e de ordem todos os movimentos decorrentes desse acontecimento inicial, num sistema perfeito de ruptura e continuidade. Esta é a “história” do espectáculo, na sua descrição mais profunda, menos visível: um acontecimento (chegada duma rulote), e uma sequência de situações que lhe sucedem porque lhe são intrínsecas (pessoas que aparecem por causa da rulote e que por isso, se encontram). Os indivíduos dão lugar a um coro, a realidade transfigura-se em visão, o espaço físico é tanto o da essência do concreto e do palpável, como do «projectado», do transfigurado sensitivamente, emocionalmente, musicalmente, poeticamente… Há uma comunidade local com a qual os actores se relacionam e no seio da qual o espectáculo vai nascer: o teatro a co-habitar com a vida; formula-se um olhar sobre o indivíduo, sobre a cidade e sobre o mundo; há uma intervenção num espaço exterior e desse laboratório nasce o espectáculo.