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Comunicação verbal e interação com pares na criança com perturbação do espectro de autismo: o contributoda musicoteratia

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Resumo:O presente estudo visou compreender o contributo da Musicoterapia no desenvolvimento da comunicação e da interação com pares de crianças com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA). A música é uma linguagem universal e benéfica a todo o ser humano, desde o seu nascimento até ao fim de vida. A Musicoterapia permite atuar em pessoas com diversas patologias inibidoras da comunicação, como por exemplo, em crianças com PEA, sendo a Musicoterapia capacitadora da comunicação. Com esta investigação, propomo-nos contribuir para o conhecimento existente sobre a especificidade da Perturbação do Espectro do Autismo, tendo em conta as áreas e modelos de intervenção ao evidenciar o contributo que a Musicoterapia tem ao nível da comunicação da linguagem e da interação com os pares. A dissertação iniciou-se com uma breve revisão bibliográfica sobre o tema da Musicoterapia. A metodologia da investigação utilizada baseou-se numa abordagem qualitativa, tendo como único instrumento de recolha de dados - a entrevista e utilizou-se o programa Atlas. Ti 9 para realizar a análise de conteúdo. As questões de investigação que nortearam este estudo foram: - Como é que a música influencia a comunicação verbal? - E como é que a música influencia a interação entre pares? O resultado deste estudo evidenciou-se, que a música é um canal/veículo de comunicação. Obteve-se, assim resposta à primeira questão do estudo. A Musicoterapia tem impacto em qualquer fase da vida do ser humano e a frequência das sessões permitem à criança com PEA um impacto positivo, nomeadamente no domínio social e emocional e no domínio da linguagem e comunicação, isto é, ao fim de algum tempo estas crianças aumentam a intenção de comunicar verbalmente, aumentam as suas verbalizações, aprendem partes da música e, à medida que o tempo passa, conseguem falar, melhorando a compreensão da linguagem bem como, melhoram as suas capacidades de comunicação. 5 Através do estudo e opinião das musicoterapeutas entrevistadas obteve-se como resposta à segunda questão de investigação que, as crianças com PEA apresentam mudanças significativas ao nível do comportamento, nomeadamente, evidenciam uma melhoria acentuada na interação com pares, quebra do comportamento de isolamento, maior contacto ocular, uma diminuição de estereotipias motoras, maior desenvolvimento ao nível da motricidade fina e uma diminuição da ecolalia. Cada criança é única e tem as suas características específicas, os seus interesses próprios e através da Musicoterapia pode evoluir gradualmente através do poder da música e daquilo que ela transmite: bem-estar e regulação das emoções.
Autores principais:Moreira, Lídia Raquel Coelho Rosa
Assunto:Autismo Comunicação Interação entre pares Autism spectrum disorder Communication Interaction Music Music therapy
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo visou compreender o contributo da Musicoterapia no desenvolvimento da comunicação e da interação com pares de crianças com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA). A música é uma linguagem universal e benéfica a todo o ser humano, desde o seu nascimento até ao fim de vida. A Musicoterapia permite atuar em pessoas com diversas patologias inibidoras da comunicação, como por exemplo, em crianças com PEA, sendo a Musicoterapia capacitadora da comunicação. Com esta investigação, propomo-nos contribuir para o conhecimento existente sobre a especificidade da Perturbação do Espectro do Autismo, tendo em conta as áreas e modelos de intervenção ao evidenciar o contributo que a Musicoterapia tem ao nível da comunicação da linguagem e da interação com os pares. A dissertação iniciou-se com uma breve revisão bibliográfica sobre o tema da Musicoterapia. A metodologia da investigação utilizada baseou-se numa abordagem qualitativa, tendo como único instrumento de recolha de dados - a entrevista e utilizou-se o programa Atlas. Ti 9 para realizar a análise de conteúdo. As questões de investigação que nortearam este estudo foram: - Como é que a música influencia a comunicação verbal? - E como é que a música influencia a interação entre pares? O resultado deste estudo evidenciou-se, que a música é um canal/veículo de comunicação. Obteve-se, assim resposta à primeira questão do estudo. A Musicoterapia tem impacto em qualquer fase da vida do ser humano e a frequência das sessões permitem à criança com PEA um impacto positivo, nomeadamente no domínio social e emocional e no domínio da linguagem e comunicação, isto é, ao fim de algum tempo estas crianças aumentam a intenção de comunicar verbalmente, aumentam as suas verbalizações, aprendem partes da música e, à medida que o tempo passa, conseguem falar, melhorando a compreensão da linguagem bem como, melhoram as suas capacidades de comunicação. 5 Através do estudo e opinião das musicoterapeutas entrevistadas obteve-se como resposta à segunda questão de investigação que, as crianças com PEA apresentam mudanças significativas ao nível do comportamento, nomeadamente, evidenciam uma melhoria acentuada na interação com pares, quebra do comportamento de isolamento, maior contacto ocular, uma diminuição de estereotipias motoras, maior desenvolvimento ao nível da motricidade fina e uma diminuição da ecolalia. Cada criança é única e tem as suas características específicas, os seus interesses próprios e através da Musicoterapia pode evoluir gradualmente através do poder da música e daquilo que ela transmite: bem-estar e regulação das emoções.