Publicação
Capacidade funcional e respiratória em idosos sobreviventes a hospitalização por COVID-19
| Resumo: | Introdução: O ano de 2020 foi marcado pela disseminação pandémica de um novo coronavírus, denominado por SARS-CoV-2, causador da doença CoViD-19, potencialmente grave nos idosos, observando-se nestes elevadas taxas de mortalidade e morbilidade. O foco atual da investigação é a caraterização das sequelas pós-covid, no entanto, um elevado grau de desconhecimento coloca-se a nível do impacto funcional que esta doença provoca nos idosos. Objetivo: Identificar as principais consequências/sequelas na capacidade respiratória funcional em idosos após CoViD-19. Metodologia: Estudo transversal realizado na comunidade. Avaliou-se a capacidade aeróbia funcional (teste 2min step), dispneia (modified Medical Research Council Dyspnea Questionnaire), força muscular periférica e dos músculos respiratórios (força preensão, pressão inspiratória e expiratória máxima – PIM e PEM) e o Índice de Fragilidade (Escala Clínica de Fragilidade) em 25 indivíduos com idade ≥65 anos residentes na comunidade que tenham tido diagnóstico de CoViD-19 há menos de 6 meses, e em igual número de idosos com as mesmas características sem diagnóstico conhecido de CoViD-19. Resultados: Os idosos com diagnóstico de CoViD-19 há menos de 6 meses, apresentaram diminuição dos valores de PIM (p=0.001) e PEM (p=0.015), na capacidade aeróbia (p<0.001) com presença de dessaturação significativa (p<0.001) durante o exercício e aumento dos valores de perceção de dispneia (p=0.001) e de Índice de Fragilidade (p=0.026). Conclusão: Encontraram-se alterações significativas na capacidade funcional respiratória em idosos com diagnóstico de CoViD-19 há menos de 6 meses, quando comparados com idosos sem diagnóstico de CoViD-19. As sequelas verificadas neste estudo podem indicar um impacto muito significativo na funcionalidade, institucionalização e na mortalidade nos idosos. |
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| Autores principais: | Pereira, Filipe Alexandre Baptista da Silva Correia |
| Assunto: | COVID-19 Idoso Capacidade respiratória funcional Pressão respiratória máxima Força de preensão Fisioterapia Elderly Functional respiratory capacity Maximal respiratory pressure Grip strength Physiotherapy |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: O ano de 2020 foi marcado pela disseminação pandémica de um novo coronavírus, denominado por SARS-CoV-2, causador da doença CoViD-19, potencialmente grave nos idosos, observando-se nestes elevadas taxas de mortalidade e morbilidade. O foco atual da investigação é a caraterização das sequelas pós-covid, no entanto, um elevado grau de desconhecimento coloca-se a nível do impacto funcional que esta doença provoca nos idosos. Objetivo: Identificar as principais consequências/sequelas na capacidade respiratória funcional em idosos após CoViD-19. Metodologia: Estudo transversal realizado na comunidade. Avaliou-se a capacidade aeróbia funcional (teste 2min step), dispneia (modified Medical Research Council Dyspnea Questionnaire), força muscular periférica e dos músculos respiratórios (força preensão, pressão inspiratória e expiratória máxima – PIM e PEM) e o Índice de Fragilidade (Escala Clínica de Fragilidade) em 25 indivíduos com idade ≥65 anos residentes na comunidade que tenham tido diagnóstico de CoViD-19 há menos de 6 meses, e em igual número de idosos com as mesmas características sem diagnóstico conhecido de CoViD-19. Resultados: Os idosos com diagnóstico de CoViD-19 há menos de 6 meses, apresentaram diminuição dos valores de PIM (p=0.001) e PEM (p=0.015), na capacidade aeróbia (p<0.001) com presença de dessaturação significativa (p<0.001) durante o exercício e aumento dos valores de perceção de dispneia (p=0.001) e de Índice de Fragilidade (p=0.026). Conclusão: Encontraram-se alterações significativas na capacidade funcional respiratória em idosos com diagnóstico de CoViD-19 há menos de 6 meses, quando comparados com idosos sem diagnóstico de CoViD-19. As sequelas verificadas neste estudo podem indicar um impacto muito significativo na funcionalidade, institucionalização e na mortalidade nos idosos. |
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