Publicação
Estudo do decaimento de cloro no tratamento e distribuição de águas
| Resumo: | A água é distribuída às populações através de uma rede de abastecimento, após ser tratada numa estação de tratamento. Ao longo da rede, é importante que o cloro se mantenha em concentrações adequadas para a saúde pública. Assim, é relevante estudar o decaimento do cloro residual livre nas redes de distribuição, para verificar se a concentração se encontra dentro do intervalo recomendado. Este trabalho teve como objetivo determinar o decaimento do cloro residual livre, num caso de estudo real, nomeadamente, na rede de distribuição de água do piso 2 do edifício C do ISEL. Para alcançar este objetivo, foram recolhidas 56 amostras de água em torneiras de baixo e elevado consumo, com e sem purga (fornecida e estagnada), medindo-se as concentrações de cloro residual livre, o pH e a temperatura. Posteriormente, foi construído no EPANET um modelo de simulação hidráulica e de qualidade da água da rede em estudo. A calibração baseou-se em determinações analíticas dos parâmetros hidráulicos e nas medições de cloro. As medições de cloro indicaram que, nos pontos de baixo consumo, 21% amostras com purga e 43% sem purga estavam abaixo do valor recomendado, possivelmente por estagnação, sugerindo contaminação microbiológica. Nos pontos de elevado consumo, nenhuma amostra ficou abaixo do recomendado; porém, 86% amostras com purga e 43% sem purga excederam o recomendo, indicando possível formação de subprodutos de desinfeção prejudiciais à saúde humana. Foram realizadas 34 simulações com 6 cenários (A1 a C2), variando consumos nodais, alturas piezométricas e concentrações de cloro no reservatório. Após calibração hidráulicas, simulou-se a qualidade da água quanto ao cloro residual livre, observando-se excedências do recomendado em períodos de maior e menor consumo. Conclui-se que, para manter as concentrações de cloro dentro do intervalo recomendado, concentrações de cloro próximo à entrada do ISEL devem ser mantidas entre 0,30 e 0,60 mg/L. |
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| Autores principais: | Fernandes, Patrícia Alexandra da Silva |
| Assunto: | Decaimento de cloro residual livre Modelação Calibração EPANET 2.2. Free residual chlorine decay Modeling Calibration |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | A água é distribuída às populações através de uma rede de abastecimento, após ser tratada numa estação de tratamento. Ao longo da rede, é importante que o cloro se mantenha em concentrações adequadas para a saúde pública. Assim, é relevante estudar o decaimento do cloro residual livre nas redes de distribuição, para verificar se a concentração se encontra dentro do intervalo recomendado. Este trabalho teve como objetivo determinar o decaimento do cloro residual livre, num caso de estudo real, nomeadamente, na rede de distribuição de água do piso 2 do edifício C do ISEL. Para alcançar este objetivo, foram recolhidas 56 amostras de água em torneiras de baixo e elevado consumo, com e sem purga (fornecida e estagnada), medindo-se as concentrações de cloro residual livre, o pH e a temperatura. Posteriormente, foi construído no EPANET um modelo de simulação hidráulica e de qualidade da água da rede em estudo. A calibração baseou-se em determinações analíticas dos parâmetros hidráulicos e nas medições de cloro. As medições de cloro indicaram que, nos pontos de baixo consumo, 21% amostras com purga e 43% sem purga estavam abaixo do valor recomendado, possivelmente por estagnação, sugerindo contaminação microbiológica. Nos pontos de elevado consumo, nenhuma amostra ficou abaixo do recomendado; porém, 86% amostras com purga e 43% sem purga excederam o recomendo, indicando possível formação de subprodutos de desinfeção prejudiciais à saúde humana. Foram realizadas 34 simulações com 6 cenários (A1 a C2), variando consumos nodais, alturas piezométricas e concentrações de cloro no reservatório. Após calibração hidráulicas, simulou-se a qualidade da água quanto ao cloro residual livre, observando-se excedências do recomendado em períodos de maior e menor consumo. Conclui-se que, para manter as concentrações de cloro dentro do intervalo recomendado, concentrações de cloro próximo à entrada do ISEL devem ser mantidas entre 0,30 e 0,60 mg/L. |
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