Publicação
Sentidos figurados: cinema, imagem, simulacro, narrativa. Volume 1: da magia de Lascaux ao animismo cinematográfico e à sociedade do espectáculo
| Resumo: | O homo sapiens-demens-ludens (sábio, louco e lúdico) que somos ainda se assemelha em muito ao cro-magnon magdaleniano que há 17 ou 18 mil anos, no paleolítico tardio, pintou Lascaux. E o mundo cinemático e pós-cinemático que tornámos parte do nosso habitus ainda herda da sua magia e do seu animismo, duplicando as diversas realidades com que lidamos no mundo vivido, transformando-as e oferecendo-as à nossa apropriação. Ao longo de milhares de anos tornámo-nos poetas-narradores exímios e imparáveis inventores de máquinas: a tecnocultura em que hoje vivemos imersos parece distanciar-nos infinitamente desse nosso precursor sombrio. Mas as nossas colagens e bricolages, que voltam a ser traços vitais da cultura contemporânea, reinstalam o sentido original do desejo de devir outro que o marcou. |
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| Autores principais: | Mendes, João Maria |
| Assunto: | Cinema Imagem Simulacro Narrativa |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | O homo sapiens-demens-ludens (sábio, louco e lúdico) que somos ainda se assemelha em muito ao cro-magnon magdaleniano que há 17 ou 18 mil anos, no paleolítico tardio, pintou Lascaux. E o mundo cinemático e pós-cinemático que tornámos parte do nosso habitus ainda herda da sua magia e do seu animismo, duplicando as diversas realidades com que lidamos no mundo vivido, transformando-as e oferecendo-as à nossa apropriação. Ao longo de milhares de anos tornámo-nos poetas-narradores exímios e imparáveis inventores de máquinas: a tecnocultura em que hoje vivemos imersos parece distanciar-nos infinitamente desse nosso precursor sombrio. Mas as nossas colagens e bricolages, que voltam a ser traços vitais da cultura contemporânea, reinstalam o sentido original do desejo de devir outro que o marcou. |
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