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Isso é coisa de miúdas!: representações sociais de crianças dos 4 aos 6 anos acerca dos géneros masculino e feminino

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Resumo:O presente relatório, de natureza crítica e reflexiva, é o culminar do processo vivenciado na Prática Profissional Supervisionada (PPS) (Módulo II), a qual ocorreu numa sala de Jardim de Infância (JI), do setor privado, numa instituição situada em Lisboa, entre 26 de setembro de 2016 e 3 de fevereiro de 2017. Durante a prática em JI surgiu a problemática em estudo - Representações sociais têm as crianças entre os 4 e os 6 anos relativamente ao género feminino e masculino – numa conversa entre crianças sobre o que vestiriam para a festa do Magusto. Em termos metodológicos procurei compreender num quadro de investigação-ação que representações sociais têm as crianças entre os 4 e os 6 anos relativamente ao género feminino e masculino, tendo como objetivo principal o de as colocar numa posição de diálogo e de confronto de conceções acerca do que é ser homem e do que é ser mulher, possibilitando o (re)pensar da sua participação social como cidadãos, seja em contexto de JI, familiar ou outros. Procurei, assim, também compreender que papel pode ter o educador de infância na construção da identidade de género. A investigação desenvolveu-se com recurso a técnicas e instrumentos diferentes como: a observação participante (notas de campo), questionário, gravação via áudio, foto-palavras, produções das crianças, análise documental (revisão de literatura, documentos oficiais e legislação). Os dados recolhidos apontam para a existência de representações sociais estereotipadas sobre o género masculino e feminino nos diálogos entre as crianças, evidenciando uma notória segregação entre sexos. Contudo, algumas das crianças mostraram-se disponíveis para alterarem o seu discurso. Ou seja, as crianças que apresentavam uma visão estereotipada ao longo das conversas eram confrontadas por outras crianças com outras ideias/constatações, (re)formulando a sua perspetiva e negociando-a com os pares. Assim sendo, as crianças tomaram posicionamentos (Buss-Simão, 2012) diferentes, assumindo, trocando ou abandonando as suas representações sociais relativamente ao género masculino e feminino. O trabalho desenvolvido permitiu-me ainda constatar que o(a) educador(a) de infância pode contribuir para a construção de identidade de género das crianças, assumindo essencialmente um papel de adulto que medeia diálogos e atitudes, que organiza e planeia momentos específicos para essa finalidade, motivando, auxiliando e participando.
Autores principais:Peixinho, Raquel Cristóvão
Assunto:Educação pré-escolar Género Representações sociais das crianças Jardim de infância Pre-school education Gender Kindergarten Social representations of children
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
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Os dados recolhidos apontam para a existência de representações sociais estereotipadas sobre o género masculino e feminino nos diálogos entre as crianças, evidenciando uma notória segregação entre sexos. Contudo, algumas das crianças mostraram-se disponíveis para alterarem o seu discurso. Ou seja, as crianças que apresentavam uma visão estereotipada ao longo das conversas eram confrontadas por outras crianças com outras ideias/constatações, (re)formulando a sua perspetiva e negociando-a com os pares. Assim sendo, as crianças tomaram posicionamentos (Buss-Simão, 2012) diferentes, assumindo, trocando ou abandonando as suas representações sociais relativamente ao género masculino e feminino. O trabalho desenvolvido permitiu-me ainda constatar que o(a) educador(a) de infância pode contribuir para a construção de identidade de género das crianças, assumindo essencialmente um papel de adulto que medeia diálogos e atitudes, que organiza e planeia momentos específicos para essa finalidade, motivando, auxiliando e participando.enABSTRACT The present thesis, of a critical and a reflection review, is the culmination of the process experienced in the Supervised Professional Practice (PPS,) (Module II), which took place in a qualified room of Kindergarten (JI), of the private sector, in an institution in Lisbon, between September 36, 2016 and 3 of February, 2017. During the practice in JI, the problematic under study appeared - Social representations have as children between 4 and 6 years of age regarding the female and male gender - in a conversation between children about what they wear for a “Magusto” party. 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