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A reportagem desportiva e a revelação de verdades inconvenientes no Mundial de 2022: o caso do The Athletic

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo O jornalismo desportivo tem evoluído num sentido de descrédito. Perpetua-se a ideia de que esta secção é o parente pobre das redações. Ainda assim, o jornalismo desportivo deve guiar-se pelas mesmas normas que outras áreas da atividade. A reportagem, embora por motivos diferentes, também tem sofrido desinvestimento. O presente trabalho mistura estes dois eixos, analisando como é que a reportagem desportiva está a sobreviver e como sem ela o jornalismo sai enfraquecido. Olhou-se então para o caso do The Athletic e para um evento específico, o Mundial 2022, no Qatar. Embora numa região do globo com desafios concretos, os repórteres da publicação procuraram que a cobertura realizada fosse inequivocamente diferente daquela que podia ser feita à distância. Enquanto que a entidade organizadora da competição tentava maquilhar verdades inconvenientes – mortes de trabalhadores na construção dos estádios, falta de condições de vida da mão de obra migrante, desrespeito pelos direitos LGBT –, a informação independente tornava-as evidentes para o público.
Autores principais:Martins, Francisco Grácio Simões Leal
Assunto:Jornalismo desportivo Reportagem Futebol Desporto Sports journalism Reporting Football Sports
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:Resumo O jornalismo desportivo tem evoluído num sentido de descrédito. Perpetua-se a ideia de que esta secção é o parente pobre das redações. Ainda assim, o jornalismo desportivo deve guiar-se pelas mesmas normas que outras áreas da atividade. A reportagem, embora por motivos diferentes, também tem sofrido desinvestimento. O presente trabalho mistura estes dois eixos, analisando como é que a reportagem desportiva está a sobreviver e como sem ela o jornalismo sai enfraquecido. Olhou-se então para o caso do The Athletic e para um evento específico, o Mundial 2022, no Qatar. Embora numa região do globo com desafios concretos, os repórteres da publicação procuraram que a cobertura realizada fosse inequivocamente diferente daquela que podia ser feita à distância. Enquanto que a entidade organizadora da competição tentava maquilhar verdades inconvenientes – mortes de trabalhadores na construção dos estádios, falta de condições de vida da mão de obra migrante, desrespeito pelos direitos LGBT –, a informação independente tornava-as evidentes para o público.