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Vivendo e fazendo a Revolução: os media no Processo Revolucionário em Curso (1974-1975)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em Portugal, o golpe militar de 25 de Abril de 1974 põe fim a mais de quatro décadas de ditadura (1926-1974) e inaugura um processo de transição revolucionário que apenas se encerra com a aprovação do novo texto constitucional a 2 de Abril de 1976. Com este artigo propomo-nos analisar as transformações que, nesse período, se operam no campo dos média, centrando a nossa atenção nas purgas políticas (saneamentos) desencadeados em diferentes meios - reflexo de um processo mais amplo de ajuste de contas com o passado e da luta revolucionária, os saneamentos nos média deixam patente a sua importância e papel central na definição do novo regime a instituir. Para tal, socorremo-nos de estudos por nós anteriormente desenvolvidos sobre os processos de saneamento na RTP (televisão pública), Emissora Nacional, assim como os de autores de referência como Mário Mesquita ou João Figueira que centram a sua atenção no domínio da imprensa escrita.
Autores principais:Rezola, Maria Inácia
Assunto:História dos média Revolução Portuguesa (1974-1975) Transição democrática Média e política
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:Em Portugal, o golpe militar de 25 de Abril de 1974 põe fim a mais de quatro décadas de ditadura (1926-1974) e inaugura um processo de transição revolucionário que apenas se encerra com a aprovação do novo texto constitucional a 2 de Abril de 1976. Com este artigo propomo-nos analisar as transformações que, nesse período, se operam no campo dos média, centrando a nossa atenção nas purgas políticas (saneamentos) desencadeados em diferentes meios - reflexo de um processo mais amplo de ajuste de contas com o passado e da luta revolucionária, os saneamentos nos média deixam patente a sua importância e papel central na definição do novo regime a instituir. Para tal, socorremo-nos de estudos por nós anteriormente desenvolvidos sobre os processos de saneamento na RTP (televisão pública), Emissora Nacional, assim como os de autores de referência como Mário Mesquita ou João Figueira que centram a sua atenção no domínio da imprensa escrita.