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A literacia como resistência à desinformação

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente artigo trata a importância da resistência leitora e literacia mediática no contexto da sociedade informacional atual e destaca a necessidade de uma leitura crítica e consciente diante das transformações na escrita e na comunicação. A resistência leitora é interpretada como uma prática prudente e questionadora que não decodifica apenas textos, mas também constrói significados a partir das experiências humanas acumuladas, ampliando a compreensão e a comunicação. A literacia confere poder sobre si mesmo, sobre a aprendizagem, a participação na sociedade e a compreensão do mundo. Ao longo da história, a escrita esteve ligada ao poder, mas o seu acesso só se democratizou com o tempo, impulsionando ações coletivas e a expansão do conhecimento. Contudo, a forma como a escrita e a leitura evoluíram exige capacidades para selecionar e interpretar informações num ambiente informacional que, muitas vezes, perpetua visões distorcidas e polarizadas da realidade. Impõe-se uma adaptação contínua e um desenvolvimento progressivo das habilidades cognitivas e sensoriais, que são indispensáveis para navegar no influxo avassalador de informações. O artigo defende uma aposta na literacia para toda a vida como meio de fomentar uma participação informada e ativa na sociedade, que permita aos indivíduos participarem criticamente e contribuírem para o panorama mediático pelo interesse do bem comum.
Autores principais:Bonacho, Fernanda
Outros Autores:Quaresma Tomás Pontes, Margarida Joana
Assunto:Literacia Desinformação Literacia mediática Comunicação Leitura
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente artigo trata a importância da resistência leitora e literacia mediática no contexto da sociedade informacional atual e destaca a necessidade de uma leitura crítica e consciente diante das transformações na escrita e na comunicação. A resistência leitora é interpretada como uma prática prudente e questionadora que não decodifica apenas textos, mas também constrói significados a partir das experiências humanas acumuladas, ampliando a compreensão e a comunicação. A literacia confere poder sobre si mesmo, sobre a aprendizagem, a participação na sociedade e a compreensão do mundo. Ao longo da história, a escrita esteve ligada ao poder, mas o seu acesso só se democratizou com o tempo, impulsionando ações coletivas e a expansão do conhecimento. Contudo, a forma como a escrita e a leitura evoluíram exige capacidades para selecionar e interpretar informações num ambiente informacional que, muitas vezes, perpetua visões distorcidas e polarizadas da realidade. Impõe-se uma adaptação contínua e um desenvolvimento progressivo das habilidades cognitivas e sensoriais, que são indispensáveis para navegar no influxo avassalador de informações. O artigo defende uma aposta na literacia para toda a vida como meio de fomentar uma participação informada e ativa na sociedade, que permita aos indivíduos participarem criticamente e contribuírem para o panorama mediático pelo interesse do bem comum.