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Otimização do co-registo metabolismo-morfologia em estudos de PET/CT com 18F-DG de nódulos pulmonares: comparação de dois protocolos - 4D vs CT lento

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os sistemas híbridos PET/CT oferecem a vantagem de proporcionar um melhor coregisto entre as imagens de cada uma das modalidades. O objetivo é estabelecer uma correspondência exata entre os voxels de cada uma, tornando possível uma comparação direta entre ambas. Contudo, o co-registo está sujeito a vários erros potenciais, incluindo desalinhamentos mecânicos entre a PET e a CT, diferentes parâmetros de aquisição entre modalidades, movimentos involuntários do paciente e movimentos cardíaco e respiratório. A PET é uma ferramenta precisa para diagnóstico, estadiamento e avaliação da resposta à terapêutica no carcinoma do pulmão, afirmando cada vez mais o seu potencial para auxílio ao planeamento de Radioterapia. Devido ao movimento respiratório, o incorreto co-registo de imagem entre PET e CT pode ser mais marcado na região pulmonar do que em outras zonas do corpo. Assim, persistem controvérsias acerca dos protocolos de aquisição PET/CT para lesões pulmonares, sendo que o conhecimento da amplitude do erro de registo é importante para entender as limitações da utilização desta técnica de imagem. O objetivo do estudo consistiu em avaliar o impacto das aquisições PET/CT 4D e PET/CT com CT lento no co-registo de imagens PET e CT, em lesões pulmonares ávidas para a Flúor-18-Desoxiglucose (18F-DG). Sendo que a quantificação tem por base o cálculo do SUV, avaliou-se, ainda, o impacto de cada um dos conjuntos de aquisição na determinação do valor do SUVmax (SUVmáximo). Para a concretização dos objetivos foram realizados estudos em pacientes com justificação clínica para realizar estudos PET/CT e que apresentavam lesões pulmonares ávidas para 18F-DG. O coregisto foi avaliado visualmente, com base no plano axial da imagem PET onde se verificou o SUVmax da lesão, registando-se o número de cortes de desfasamento entre as modalidades de imagem. Relativamente ao SUVmax, recorreu-se à ferramenta que indica o valor de SUVmax em cada pixel da região em estudo. O estudo desenvolvido permitiu concluir que: 1) relativamente aos três conjuntos de aquisições, a PET/CT 4D é a técnica que apresenta melhores resultados em termos de co-registo; 2) não foi possível estabelecer uma associação entre a localização das lesões no pulmão e o seu melhor ou pior co-registo de imagem; 3) existem diferenças significativas (valor p=0,000) no valor do SUVmax entre a aquisição PET/CT de corpo inteiro (em média, 45 minutos após administração da 18F-DG) e a PET/CT 4D (em média, 150 minutos após administração da 18F-DG), porém entre a PET/CT 4D e a PET/CT com CT lento (em média, 120 minutos após administração da 18F-DG) estas diferenças são marginais (valor p=0,042). A diferença marginal mantém-se quando realizada a comparação entre PET/CT de corpo inteiro e PET/CT com CT lento (valor p=0,042).
Autores principais:Matos, Patrícia Isabel Relvas de
Assunto:Medicina nuclear PET/CT Co-registo Lesão pulmonar 4D CT lento SUV Nuclear medicine Co-registration Lung lesion Slow CT
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:Os sistemas híbridos PET/CT oferecem a vantagem de proporcionar um melhor coregisto entre as imagens de cada uma das modalidades. O objetivo é estabelecer uma correspondência exata entre os voxels de cada uma, tornando possível uma comparação direta entre ambas. Contudo, o co-registo está sujeito a vários erros potenciais, incluindo desalinhamentos mecânicos entre a PET e a CT, diferentes parâmetros de aquisição entre modalidades, movimentos involuntários do paciente e movimentos cardíaco e respiratório. A PET é uma ferramenta precisa para diagnóstico, estadiamento e avaliação da resposta à terapêutica no carcinoma do pulmão, afirmando cada vez mais o seu potencial para auxílio ao planeamento de Radioterapia. Devido ao movimento respiratório, o incorreto co-registo de imagem entre PET e CT pode ser mais marcado na região pulmonar do que em outras zonas do corpo. Assim, persistem controvérsias acerca dos protocolos de aquisição PET/CT para lesões pulmonares, sendo que o conhecimento da amplitude do erro de registo é importante para entender as limitações da utilização desta técnica de imagem. O objetivo do estudo consistiu em avaliar o impacto das aquisições PET/CT 4D e PET/CT com CT lento no co-registo de imagens PET e CT, em lesões pulmonares ávidas para a Flúor-18-Desoxiglucose (18F-DG). Sendo que a quantificação tem por base o cálculo do SUV, avaliou-se, ainda, o impacto de cada um dos conjuntos de aquisição na determinação do valor do SUVmax (SUVmáximo). Para a concretização dos objetivos foram realizados estudos em pacientes com justificação clínica para realizar estudos PET/CT e que apresentavam lesões pulmonares ávidas para 18F-DG. O coregisto foi avaliado visualmente, com base no plano axial da imagem PET onde se verificou o SUVmax da lesão, registando-se o número de cortes de desfasamento entre as modalidades de imagem. Relativamente ao SUVmax, recorreu-se à ferramenta que indica o valor de SUVmax em cada pixel da região em estudo. O estudo desenvolvido permitiu concluir que: 1) relativamente aos três conjuntos de aquisições, a PET/CT 4D é a técnica que apresenta melhores resultados em termos de co-registo; 2) não foi possível estabelecer uma associação entre a localização das lesões no pulmão e o seu melhor ou pior co-registo de imagem; 3) existem diferenças significativas (valor p=0,000) no valor do SUVmax entre a aquisição PET/CT de corpo inteiro (em média, 45 minutos após administração da 18F-DG) e a PET/CT 4D (em média, 150 minutos após administração da 18F-DG), porém entre a PET/CT 4D e a PET/CT com CT lento (em média, 120 minutos após administração da 18F-DG) estas diferenças são marginais (valor p=0,042). A diferença marginal mantém-se quando realizada a comparação entre PET/CT de corpo inteiro e PET/CT com CT lento (valor p=0,042).