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Pós-modernidade e filosofia da história
| Summary: | A Modernidade nasce sob o signo da liberdade. O homem é livre porque não está mais à mercê do obscurantismo da religião, mas é capaz de entendimento. A filosofia e a ciência, e não mais os mitos, definiam o verdadeiro. O homem livre era aquele que conhecia a verdade racionalmente concebida e por ela definia o seu destino. O homem faz a sua história - essa é uma idéia tipicamente moderna. Aliás, a modernidade pode ser considerada a ‘época da história’. A idéia agostiniana de uma história linear, que resultaria no juízo final e na realização do bem divino, é secularizada. Em Kant, Hegel e Marx a história segue um curso linear e pressupõe um nexo essencial com a emancipação humana. Mas, talvez em nenhum outro teórico da modernidade está idéia (de que os homens fazem sua história e neste processo eles próprios se fazem) tenha sido mais enfaticamente defendida do que em Marx. Se em Kant havia uma providência e em Hegel um sujeito absoluto, em Marx, a história é obra essencialmente humana. Não haveria absolutamente nada para além dos homens, para além da história. |
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| Main Authors: | Dantas, Leda |
| Subject: | Filosofia da história Pós-modernidade |
| Year: | 2004 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | article |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Instituto Politécnico de Viseu |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu |
| Summary: | A Modernidade nasce sob o signo da liberdade. O homem é livre porque não está mais à mercê do obscurantismo da religião, mas é capaz de entendimento. A filosofia e a ciência, e não mais os mitos, definiam o verdadeiro. O homem livre era aquele que conhecia a verdade racionalmente concebida e por ela definia o seu destino. O homem faz a sua história - essa é uma idéia tipicamente moderna. Aliás, a modernidade pode ser considerada a ‘época da história’. A idéia agostiniana de uma história linear, que resultaria no juízo final e na realização do bem divino, é secularizada. Em Kant, Hegel e Marx a história segue um curso linear e pressupõe um nexo essencial com a emancipação humana. Mas, talvez em nenhum outro teórico da modernidade está idéia (de que os homens fazem sua história e neste processo eles próprios se fazem) tenha sido mais enfaticamente defendida do que em Marx. Se em Kant havia uma providência e em Hegel um sujeito absoluto, em Marx, a história é obra essencialmente humana. Não haveria absolutamente nada para além dos homens, para além da história. |
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