Publicação
Regime terapêutico e autogestão : Implicações para a saúde da pessoa com hipertensão arterial e dinâmica familiar
| Resumo: | Introdução: As doenças do foro cardiovascular são a principal causa de morte em todo o mundo, e muitas dessas mortes podem ser evitadas através do tratamento da hipertensão arterial (World Health Organization, 2023). Na Europa, calcula-se que a hipertensão arterial afete cerca de 35-40% da população (SNS 24, 2023). Em Portugal, a hipertensão é a doença crónica mais frequente, afetando 36% dos portugueses com idades entre os 25 e os 74 anos, sendo a principal causa de morte no território nacional (Santos et al., 2022). Objetivo: Sintetizar a evidência científica disponível sobre a autogestão do regime terapêutico na pessoa com HTA e dinâmica familiar. Metodologia: Foi efetuada uma revisão integrativa da literatura pelo método PICOD através da pesquisa nas seguintes bases de dados científicas: PubMed, CINAHL Complete e RCAAP. De forma a avaliar criticamente a qualidade dos estudos incluídos foi utilizada a grelha de apoio à avaliação da qualidade metodológica do JBI. Estudos incluídos em português, espanhol e inglês, com o limite temporal 2018-2024. Dos oito artigos disponíveis, quatro foram incluídos na revisão. Resultados: Da análise dos artigos foram identificados quatro subtemas: fatores facilitadores de autogestão adequada do regime terapêutico na pessoa com HTA; fatores dificultadores de autogestão adequada do regime terapêutico na pessoa com HTA; estratégias promotoras de autogestão adequada do regime terapêutico; e autogestão do regime terapêutico e dinâmica familiar. Conclusão: É importante identificar fatores facilitadores e dificultadores da autogestão do regime terapêutico em pessoas com hipertensão, bem como estratégias que promovam essa autogestão e as mudanças na dinâmica familiar durante a transição saúde/doença. É necessário desenvolver estudos primários sobre o tema, contudo, é necessário ter em atenção as características da população em estudo, já que existem aspetos culturais que diferem consoante a população. Descritores: Autogestão; Enfermagem; Família; Hipertensão Arterial; Regime Terapêutico |
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| Autores principais: | Sampaio, Margarida Marques |
| Assunto: | Auto-gestão Competência profisssional Cuidados primários de saúde Enfermagem de família Família Hipertensão Hipertensão - terapêutica Relações familiares Revisão integrativa Family Family nursing Family relations Hypertension Hypertension - therapy Integrative review Primary health care Professional competence Self management |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viseu |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu |
| Resumo: | Introdução: As doenças do foro cardiovascular são a principal causa de morte em todo o mundo, e muitas dessas mortes podem ser evitadas através do tratamento da hipertensão arterial (World Health Organization, 2023). Na Europa, calcula-se que a hipertensão arterial afete cerca de 35-40% da população (SNS 24, 2023). Em Portugal, a hipertensão é a doença crónica mais frequente, afetando 36% dos portugueses com idades entre os 25 e os 74 anos, sendo a principal causa de morte no território nacional (Santos et al., 2022). Objetivo: Sintetizar a evidência científica disponível sobre a autogestão do regime terapêutico na pessoa com HTA e dinâmica familiar. Metodologia: Foi efetuada uma revisão integrativa da literatura pelo método PICOD através da pesquisa nas seguintes bases de dados científicas: PubMed, CINAHL Complete e RCAAP. De forma a avaliar criticamente a qualidade dos estudos incluídos foi utilizada a grelha de apoio à avaliação da qualidade metodológica do JBI. Estudos incluídos em português, espanhol e inglês, com o limite temporal 2018-2024. Dos oito artigos disponíveis, quatro foram incluídos na revisão. Resultados: Da análise dos artigos foram identificados quatro subtemas: fatores facilitadores de autogestão adequada do regime terapêutico na pessoa com HTA; fatores dificultadores de autogestão adequada do regime terapêutico na pessoa com HTA; estratégias promotoras de autogestão adequada do regime terapêutico; e autogestão do regime terapêutico e dinâmica familiar. Conclusão: É importante identificar fatores facilitadores e dificultadores da autogestão do regime terapêutico em pessoas com hipertensão, bem como estratégias que promovam essa autogestão e as mudanças na dinâmica familiar durante a transição saúde/doença. É necessário desenvolver estudos primários sobre o tema, contudo, é necessário ter em atenção as características da população em estudo, já que existem aspetos culturais que diferem consoante a população. Descritores: Autogestão; Enfermagem; Família; Hipertensão Arterial; Regime Terapêutico |
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