Publicação

Gestão da produção de sistemas fotovoltaicos: Interação com o mercado de energia elétrica e o papel da flexibilidade

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Os sistemas elétricos têm passado por transformações profundas, impulsionadas por avanços tecnológicos, decisões políticas e sociais, e pela necessidade de sustentabilidade ambiental. Essas mudanças reconfiguraram o setor elétrico, orientando o para maior eficiência, fiabilidade e descarbonização, alinhando-se com os objetivos globais de transição energética. O desenvolvimento das tecnologias de produção distribuída e as políticas de incentivo à descentralização da produção de eletricidade têm fomentado a proliferação de sistemas de autoconsumo (individual ou coletivo), com especial incidência em sistemas baseados na tecnologia fotovoltaica. Paralelamente, o desenvolvimento tecnológico e a redução de custos dos sistemas de armazenamento, em particular os baseados em baterias de iões de lítio, tem aberto o caminho para a gestão ativa da produção de centrais fotovoltaicas. Estes desenvolvimentos tecnológicos, associados à liberalização dos setores elétricos e ao consequente emergir de tarifários de eletricidade mais dinâmicos, alguns com indexação aos mercados grossistas de eletricidade, proporcionaram aos detentores de sistemas fotovoltaicos a possibilidade de otimização do valor económico da energia produzida (quer através do autoconsumo quer através da sua injeção na rede). No caso dos autoconsumidores, esta possibilidade torna-os em participantes ativos na gestão da procura, aumentando a sua capacidade de reação aos preços da energia nos mercados. O presente trabalho insere-se nesse contexto, sendo a sua principal contribuição a proposta de um algoritmo de gestão ativa da energia produzida em sistemas fotovoltaicos, com enfase em sistemas em regime de autoconsumo (sem, contudo, comprometer a aplicabilidade a sistemas de autoconsumo coletivo ou a centrais de produção destinadas à injeção da produção nas redes elétricas). O algoritmo proposto procura utilizar a flexibilidade conferida pelo armazenamento de energia elétrica (permite desacoplar a produção do consumo) para melhorar o desempenho económico dos sistemas fotovoltaicos, avaliando a extensão em que tal ocorre efetivamente. O trabalho faz também uma comparação do desempenho económico de sistemas fotovoltaicos com e sem armazenamento de energia.
Autores principais:Figueiredo, João António Silva
Assunto:Sistemas de autoconsumo Sistemas fotovoltaicos Armazenamento de energia elétrica Self-consumption systems PV systems Energy storage systems
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viseu
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu
Descrição
Resumo:Os sistemas elétricos têm passado por transformações profundas, impulsionadas por avanços tecnológicos, decisões políticas e sociais, e pela necessidade de sustentabilidade ambiental. Essas mudanças reconfiguraram o setor elétrico, orientando o para maior eficiência, fiabilidade e descarbonização, alinhando-se com os objetivos globais de transição energética. O desenvolvimento das tecnologias de produção distribuída e as políticas de incentivo à descentralização da produção de eletricidade têm fomentado a proliferação de sistemas de autoconsumo (individual ou coletivo), com especial incidência em sistemas baseados na tecnologia fotovoltaica. Paralelamente, o desenvolvimento tecnológico e a redução de custos dos sistemas de armazenamento, em particular os baseados em baterias de iões de lítio, tem aberto o caminho para a gestão ativa da produção de centrais fotovoltaicas. Estes desenvolvimentos tecnológicos, associados à liberalização dos setores elétricos e ao consequente emergir de tarifários de eletricidade mais dinâmicos, alguns com indexação aos mercados grossistas de eletricidade, proporcionaram aos detentores de sistemas fotovoltaicos a possibilidade de otimização do valor económico da energia produzida (quer através do autoconsumo quer através da sua injeção na rede). No caso dos autoconsumidores, esta possibilidade torna-os em participantes ativos na gestão da procura, aumentando a sua capacidade de reação aos preços da energia nos mercados. O presente trabalho insere-se nesse contexto, sendo a sua principal contribuição a proposta de um algoritmo de gestão ativa da energia produzida em sistemas fotovoltaicos, com enfase em sistemas em regime de autoconsumo (sem, contudo, comprometer a aplicabilidade a sistemas de autoconsumo coletivo ou a centrais de produção destinadas à injeção da produção nas redes elétricas). O algoritmo proposto procura utilizar a flexibilidade conferida pelo armazenamento de energia elétrica (permite desacoplar a produção do consumo) para melhorar o desempenho económico dos sistemas fotovoltaicos, avaliando a extensão em que tal ocorre efetivamente. O trabalho faz também uma comparação do desempenho económico de sistemas fotovoltaicos com e sem armazenamento de energia.