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Adesão ao regime terapêutico na pessoa com diabetes mellitus tipo 2 : A importância da educação terapêutica

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Resumo:Introdução: É expectável que as pessoas com diabetes, tal como acontece com a generalidade das doenças crónicas, ao longo das suas vidas, integrem, cumpram e sequenciem um leque de ações comportamentais, terapêuticas ou preventivas, o que sugere o risco confirmado de ocorrer uma falta de adesão globalizada, deteriorando a sua qualidade de vida e exponenciando o impacto económico. Face a este enquadramento, o objetivo central deste trabalho pretende determinar a prevalência da adesão ao esquema terapêutico prescrito, com o intuito de reconhecer a educação terapêutica como fornecedora de ferramentas essenciais ao empowerment do doente. Métodos: Conceptualizámos um estudo de natureza quantitativa, transversal, descritivocorrelacional, recorrendo a uma amostra não probabilística constituída por 102 pessoas com diabetes tipo 2, com idades compreendidas entre 40 e 85 anos (M=63,24 ±10,47Dp) e maioritariamente do sexo masculino (51,96%). Utilizámos instrumentos de medida validados para a população portuguesa: Escala de Adesão ao Tratamento, Escala de Autocuidados com a Diabetes, Questionário de Conhecimentos sobre a Diabetes, Escala de Ansiedade Depressão e Stress (EADS-21). Recorremos também aos valores de HbA1c para avaliar diretamente a adesão. Resultados: Os inquiridos apresentam uma média de adesão ao tratamento de 67,33 e na generalidade traduz-se mais elevada no sexo feminino. Constata-se a inexistência de associação significativa entre a adesão e as variáveis sociodemográficas, sexo e idade. Os indivíduos solteiros, os residentes nas zonas urbanas, os reformados e os que possuem o 3º ciclo de escolaridade ou mais aderem melhor ao tratamento. A monitorização da glicémia, o cumprimento da alimentação específica e os conhecimentos revelam um efeito estatisticamente significativo sobre a adesão (p <0,05), concretamente: quanto mais frequente for a monitorização da glicémia, o cumprimento do plano de alimentação específica e quanto mais conhecimentos possuir o diabético maior é a adesão ao tratamento. Quem pratica exercício físico, mantém cuidados aos pés e o cumpre as orientações relativas à alimentação geral, revelam maior adesão. Indivíduos ansiosos, deprimidos e com stress aderem menos ao plano terapêutico. Conclusão: As evidências encontradas salientam que é urgente reconhecer a importância da mensuração da adesão dos doentes diabéticos ao plano terapêutico para a manutenção do controlo glicémico. Sugerimos que se aposte em programas educativos de forma a potencializar uma maior adesão aos autocuidados, junto da pessoa com diabetes tipo 2. Palavras-chave: Diabetes tipo 2 insulinodependente; Autocuidados; Conhecimentos; Adesão ao Regime Terapêutico; Educação Terapêutica.
Autores principais:Correia, Carla Isabel Silva
Assunto:Adesão à medicação Auto-cuidado Conhecimentos, atitudes e prática em saúde Cooperação do doente Diabetes mellitus tipo 2 Educação de doentes Diabetes mellitus, type 2 Health knowledge, attitudes, practice Medication adherence Patient compliance Patient education Self care
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viseu
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Viseu
Descrição
Resumo:Introdução: É expectável que as pessoas com diabetes, tal como acontece com a generalidade das doenças crónicas, ao longo das suas vidas, integrem, cumpram e sequenciem um leque de ações comportamentais, terapêuticas ou preventivas, o que sugere o risco confirmado de ocorrer uma falta de adesão globalizada, deteriorando a sua qualidade de vida e exponenciando o impacto económico. Face a este enquadramento, o objetivo central deste trabalho pretende determinar a prevalência da adesão ao esquema terapêutico prescrito, com o intuito de reconhecer a educação terapêutica como fornecedora de ferramentas essenciais ao empowerment do doente. Métodos: Conceptualizámos um estudo de natureza quantitativa, transversal, descritivocorrelacional, recorrendo a uma amostra não probabilística constituída por 102 pessoas com diabetes tipo 2, com idades compreendidas entre 40 e 85 anos (M=63,24 ±10,47Dp) e maioritariamente do sexo masculino (51,96%). Utilizámos instrumentos de medida validados para a população portuguesa: Escala de Adesão ao Tratamento, Escala de Autocuidados com a Diabetes, Questionário de Conhecimentos sobre a Diabetes, Escala de Ansiedade Depressão e Stress (EADS-21). Recorremos também aos valores de HbA1c para avaliar diretamente a adesão. Resultados: Os inquiridos apresentam uma média de adesão ao tratamento de 67,33 e na generalidade traduz-se mais elevada no sexo feminino. Constata-se a inexistência de associação significativa entre a adesão e as variáveis sociodemográficas, sexo e idade. Os indivíduos solteiros, os residentes nas zonas urbanas, os reformados e os que possuem o 3º ciclo de escolaridade ou mais aderem melhor ao tratamento. A monitorização da glicémia, o cumprimento da alimentação específica e os conhecimentos revelam um efeito estatisticamente significativo sobre a adesão (p <0,05), concretamente: quanto mais frequente for a monitorização da glicémia, o cumprimento do plano de alimentação específica e quanto mais conhecimentos possuir o diabético maior é a adesão ao tratamento. Quem pratica exercício físico, mantém cuidados aos pés e o cumpre as orientações relativas à alimentação geral, revelam maior adesão. Indivíduos ansiosos, deprimidos e com stress aderem menos ao plano terapêutico. Conclusão: As evidências encontradas salientam que é urgente reconhecer a importância da mensuração da adesão dos doentes diabéticos ao plano terapêutico para a manutenção do controlo glicémico. Sugerimos que se aposte em programas educativos de forma a potencializar uma maior adesão aos autocuidados, junto da pessoa com diabetes tipo 2. Palavras-chave: Diabetes tipo 2 insulinodependente; Autocuidados; Conhecimentos; Adesão ao Regime Terapêutico; Educação Terapêutica.