Publicação
A pessoa com doença pulmonar obstrutiva crónica e suporte de ventilação não invasiva: adesão ao regime terapêutico
| Resumo: | A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) carateriza-se por uma obstrução brônquica persistente e geralmente progressiva, associada a uma resposta inflamatória crónica do pulmão e das vias aéreas, muitas vezes secundária a um agente externo. É a doença respiratória crónica mais comum a nível mundial, e estima-se que em Portugal cerca de 14% da população acima dos 40 anos tenham DPOC. Atualmente a VNI surge como um procedimento standard no tratamento de pessoas com reagudizações da DPOC, observando-se uma evidente melhoria clínica nas situações de reagudizações, bem como uma diminuição da necessidade de intubação traqueal, complicações, mortalidade, internamento hospital e, ainda, no custo económico da hospitalização. O objetivo geral do presente estudo consiste em perceber quais os fatores principais que interferem na adesão terapêutica das pessoas com DPOC a efetuar VNI domiciliária, tendo como finalidade desocultar a importância da intervenção do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação no cuidar destas pessoas, que se traduzirá em ganhos em saúde e maximização da sua qualidade de vida. Para tal, foi efetuado um estudo qualitativo de carácter exploratório e descritivo com recurso à entrevista semiestruturada a nove participantes seguidos em consulta de Pneumologia de um Hospital Central da Zona Norte. Adicionalmente, foram recolhidos dados do processo clínico, nomeadamente, a taxa de adesão. A análise dos dados foi efetuada recorrendo à codificação segundo Hernández Sampieri, Fernández Collado e Baptista Lúcio (2013). Os resultados obtidos permitem concluir que, de uma maneira geral todos participantes apresentam algum tipo constrangimento referente à utilização da VNI, nomeadamente, congestão nasal, secura das mucosas, úlcera de pressão no nariz, distensão gástrica, conjuntivite, entre outras. Relativamente à adesão à utilização de VNI, todos os participantes afirmaram que cumpriam, contrastando com dados médicos cuja média rondava os 88%. De notar que nenhum participante se encontrava a realizar qualquer tipo de programa de reabilitação respiratória. Verificou-se que a maioria dos participantes apresentam dificuldades e constrangimentos relacionados com a utilização da VNI, condicionando a sua total adesão ao tratamento estabelecido, levando a perdas em saúde e qualidade de vida. Estes resultados sugerem a necessidade de intervenção de enfermagem de reabilitação nas pessoas com DPOC com VNI. |
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| Autores principais: | Pinheiro, Cristiana da Mota |
| Assunto: | DPOC VNI Enfermagem de Reabilitação e Adesão Terapêutica Adesão Terapêutica COPD NIV Nursing in rehabilitation Adherence Therapeutics |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viana do Castelo |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico IPVC |
| Resumo: | A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) carateriza-se por uma obstrução brônquica persistente e geralmente progressiva, associada a uma resposta inflamatória crónica do pulmão e das vias aéreas, muitas vezes secundária a um agente externo. É a doença respiratória crónica mais comum a nível mundial, e estima-se que em Portugal cerca de 14% da população acima dos 40 anos tenham DPOC. Atualmente a VNI surge como um procedimento standard no tratamento de pessoas com reagudizações da DPOC, observando-se uma evidente melhoria clínica nas situações de reagudizações, bem como uma diminuição da necessidade de intubação traqueal, complicações, mortalidade, internamento hospital e, ainda, no custo económico da hospitalização. O objetivo geral do presente estudo consiste em perceber quais os fatores principais que interferem na adesão terapêutica das pessoas com DPOC a efetuar VNI domiciliária, tendo como finalidade desocultar a importância da intervenção do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação no cuidar destas pessoas, que se traduzirá em ganhos em saúde e maximização da sua qualidade de vida. Para tal, foi efetuado um estudo qualitativo de carácter exploratório e descritivo com recurso à entrevista semiestruturada a nove participantes seguidos em consulta de Pneumologia de um Hospital Central da Zona Norte. Adicionalmente, foram recolhidos dados do processo clínico, nomeadamente, a taxa de adesão. A análise dos dados foi efetuada recorrendo à codificação segundo Hernández Sampieri, Fernández Collado e Baptista Lúcio (2013). Os resultados obtidos permitem concluir que, de uma maneira geral todos participantes apresentam algum tipo constrangimento referente à utilização da VNI, nomeadamente, congestão nasal, secura das mucosas, úlcera de pressão no nariz, distensão gástrica, conjuntivite, entre outras. Relativamente à adesão à utilização de VNI, todos os participantes afirmaram que cumpriam, contrastando com dados médicos cuja média rondava os 88%. De notar que nenhum participante se encontrava a realizar qualquer tipo de programa de reabilitação respiratória. Verificou-se que a maioria dos participantes apresentam dificuldades e constrangimentos relacionados com a utilização da VNI, condicionando a sua total adesão ao tratamento estabelecido, levando a perdas em saúde e qualidade de vida. Estes resultados sugerem a necessidade de intervenção de enfermagem de reabilitação nas pessoas com DPOC com VNI. |
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