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Mobilização articular precoce da pessoa em situação crítica

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Resumo:Introdução: O número de pessoas internadas em Unidades de Cuidados Intensivos tem aumentado de forma significativa, ao longo dos últimos anos. Sobreviventes da doença crítica com internamento prolongado têm, frequentemente, alterações neuromusculares significativas, com prejuízo do desenvolvimento físico-funcional, implicando alterações na qualidade de vida após a alta hospitalar. Para isto contribui, em larga escala, a imobilização prolongada no leito. O Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação, pelas suas competências, tem um papel fundamental no processo de recuperação da pessoa em situação crítica sendo a mobilização articular com início precoce uma mais-valia, embora ainda exista pouca evidência sobre esta intervenção especializada em Enfermagem de Reabilitação neste contexto. Objetivos: Verificar se existe relação entre um programa de mobilização articular precoce, realizado por um enfermeiro de reabilitação, e a manutenção da amplitude articular e da força muscular na pessoa em situação crítica internada numa unidade de cuidados intensivos do grande Porto. Metodologia: Estudo quantitativo, de natureza quase-experimental, longitudinal com uma amostragem não probabilística acidental de 60 participantes, distribuídos por dois grupos: experimental e controlo. Foram definidos critérios de inclusão e exclusão. Instrumentos de colheita de dados: questionário sociodemográfico e clínico e uma grelha de observação, que foram elaborados para o efeito. A colheita de dados ocorreu entre fevereiro e abril de 2019. Resultados: A aplicação do programa de mobilização articular precoce, pelo Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação à pessoa em situação crítica permitiu confirmar a hipótese que demonstra que existe diferença estatisticamente significativa na variação da amplitude articular, entre o grupo de controlo e o experimental, sendo os valores favoráveis para o grupo experimental com manutenção da amplitude articular. A hipótese referente à segurança do programa através da análise dos parâmetros vitais, também se confirmou, pois não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre o início e o fim de cada sessão. Quanto à manutenção da força muscular, não existem diferenças estatisticamente significativas, entre o grupo de controlo e o experimental, na avaliação entre o primeiro e o oitavo dia, pelo que esta hipótese não foi confirmada. Conclusões: A implementação do programa de mobilização articular precoce, pelo enfermeiro de reabilitação, é segura e revelou benefícios na manutenção da amplitude articular no grupo experimental. Pelo que se constitui como uma mais-valia para o processo de recuperação da pessoa em situação crítica. Não se traduziram efeitos do programa de mobilização articular precoce na força muscular.
Autores principais:Rocha, Emanuela Andreia Moreira da
Assunto:Cuidados Intensivos Mobilização precoce Imobilidade Enfermagem de reabilitação Intensive care Early mobilization Immobility Rehabilitation nursing
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
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