Publicação
Perceção parental do estatuto ponderal de crianças vianenses : relação com o estatuto socioeconómico
| Resumo: | A perceção parental do estatuto ponderal dos filhos, em particular, do excesso de peso e da obesidade, tem recebido atenção especial a nível internacional, uma vez que esta parece influenciar a eficácia de programas de prevenção e de tratamento deste problema. Assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar a perceção parental do estatuto ponderal dos seus filhos, bem como analisar a possibilidade de relação desta perceção com o estatuto socioeconómico. A amostra foi constituída por conveniência e envolveu 44 pares mãe-filho de uma escola do 1º ciclo do Ensino Básico do concelho de Viana do Castelo. A avaliação antropométrica das crianças (peso, estatura e perímetro da cintura) foi realizada em contexto escolar de acordo com os protocolos de Lohman, Roche & Martorell (1988) e da WHO (1995). As perceções/opiniões parentais relacionadas com o estatuto ponderal dos filhos foram obtidas por questionário. A classificação de magreza, peso normal, excesso de peso e obesidade foi baseada no Índice de Massa Corporal (Peso, kg/estatura2, m), de acordo com os critérios preconizados pela International Obesity Task Force (Cole et al., 2000; 2007). Para a determinação da prevalência de adiposidade central excessiva usou-se o valor de corte de rácio entre o perímetro da cintura e a estatura (WHtR) de 0,5 (McCarthy and Ashwell, 2006). A prevalência de magreza e excesso de peso observada na presente amostra foi de 2,3% e 29,5%, respetivamente. Apesar de não se ter verificado nenhum caso de obesidade, os resultados mostraram que 40,9% das crianças apresentam adiposidade central excessiva, o que indica risco acrescido de problemas cardiometabólicos. Da totalidade de mães cujos filhos apresentam excesso de peso (objetivamente avaliado), mais de metade (53,8%) perceciona incorretamente o problema, referindo que o seu filho tem um peso normal. Os resultados não sugerem que esta aparente incapacidade parental de reconhecimento do excesso de peso dos filhos esteja relacionada com o estatuto socioeconómico, tendo como indicadores os escalões da Ação Social Escolar. |
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| Autores principais: | Freitas, Helena Isabel da Silva |
| Assunto: | Perceção parental Estatuto ponderal das crianças Estatuto socioeconómico Parental perceptions Children's weight status Socio-economic status |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viana do Castelo |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico IPVC |
| Resumo: | A perceção parental do estatuto ponderal dos filhos, em particular, do excesso de peso e da obesidade, tem recebido atenção especial a nível internacional, uma vez que esta parece influenciar a eficácia de programas de prevenção e de tratamento deste problema. Assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar a perceção parental do estatuto ponderal dos seus filhos, bem como analisar a possibilidade de relação desta perceção com o estatuto socioeconómico. A amostra foi constituída por conveniência e envolveu 44 pares mãe-filho de uma escola do 1º ciclo do Ensino Básico do concelho de Viana do Castelo. A avaliação antropométrica das crianças (peso, estatura e perímetro da cintura) foi realizada em contexto escolar de acordo com os protocolos de Lohman, Roche & Martorell (1988) e da WHO (1995). As perceções/opiniões parentais relacionadas com o estatuto ponderal dos filhos foram obtidas por questionário. A classificação de magreza, peso normal, excesso de peso e obesidade foi baseada no Índice de Massa Corporal (Peso, kg/estatura2, m), de acordo com os critérios preconizados pela International Obesity Task Force (Cole et al., 2000; 2007). Para a determinação da prevalência de adiposidade central excessiva usou-se o valor de corte de rácio entre o perímetro da cintura e a estatura (WHtR) de 0,5 (McCarthy and Ashwell, 2006). A prevalência de magreza e excesso de peso observada na presente amostra foi de 2,3% e 29,5%, respetivamente. Apesar de não se ter verificado nenhum caso de obesidade, os resultados mostraram que 40,9% das crianças apresentam adiposidade central excessiva, o que indica risco acrescido de problemas cardiometabólicos. Da totalidade de mães cujos filhos apresentam excesso de peso (objetivamente avaliado), mais de metade (53,8%) perceciona incorretamente o problema, referindo que o seu filho tem um peso normal. Os resultados não sugerem que esta aparente incapacidade parental de reconhecimento do excesso de peso dos filhos esteja relacionada com o estatuto socioeconómico, tendo como indicadores os escalões da Ação Social Escolar. |
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