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Saberes e adesão às boas práticas de higienização das mãos pelos profissionais de saúde

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Resumo:As Infeções Associadas aos Cuidados de Saúde são um problema que atinge dimensões significativas, com implicações na morbilidade, na mortalidade, nos custos para doentes, famílias e sociedade e na qualidade dos cuidados de saúde. Enquanto medida simples e económica. A higienização das mãos é apontada como estratégia primordial para a prevenção destas infeções, cuja prática constitui um dever cívico, ético e profissional de todos os profissionais de saúde. Com base nestes pressupostos, o presente estudo pretendeu avaliar a variação dos conhecimentos sobre a higienização das mãos, e a adesão à prática da higienização das mãos, em função do grupo profissional. Para tal, desenvolveu-se um estudo descritivo-correlacional e transversal com uma população de 56 profissionais de saúde, de uma unidade de cuidados continuados do norte de Portugal. O instrumento de colheita de dados foi construído com base numa grelha de observação normalmente utilizada nas auditorias de avaliação (DGS, 2016). Assim, para a avaliação dos conhecimentos dos profissionais utilizou-se um questionário, e para a avaliação da adesão à higienização das mãos a observação. A aplicação dos instrumentos de recolha permitiu concluir que o conhecimento dos profissionais é satisfatório, sendo mais evidente no que se refere à forma correta de procedimento da fricção antissética (98,21%), à principal via de transmissão (89,3%), à necessidade de evitar joias, acessórios (80,4%) e unhas postiças (83,9%), ao método a aplicar em diferentes circunstâncias (75%) e ao tempo mínimo necessário para realização da higienização com SABA (73,2%). Não é tão significativo no que respeita à fonte mais frequente de microrganismos responsáveis pela IACS, assim como a pormenores que implicam uma técnica correta de higienização, nomeadamente lesões de pele (39,3%). Entre os diferentes grupos de profissionais o dos enfermeiros é aquele que apresenta um maior número de respostas corretas, seguido pelo dos assistentes operacionais, apesar de não se encontrarem diferenças estatisticamente significativas. A taxa de adesão à prática da higienização das mãos foi de 64,02%, com variação entre 28,57% e 94,12%, tendo sido superior nos enfermeiros, em comparação com o grupo dos médicos (p=0,00), dos técnicos de diagnóstico e terapêutica (p=0,00) e dos assistentes operacionais (p=0,00). Em síntese os conhecimentos são satisfatórios e a adesão à higienização é baixa, com diferenças entre os grupos profissionais o que comprova a necessidade de um contínuo investimento na formação, para se atingirem taxas de adesão mais elevadas e mais segurança nos cuidados.
Autores principais:Fonseca, Catarina Isabel Ferreira da
Assunto:Higienização das mãos Conhecimentos Adesão Transmissão de IACS Enfermagem médico-cirúrgica Hand hygiene Knowledge Adherence Health care-associated infections transmission Medical-surgical nursing.
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:As Infeções Associadas aos Cuidados de Saúde são um problema que atinge dimensões significativas, com implicações na morbilidade, na mortalidade, nos custos para doentes, famílias e sociedade e na qualidade dos cuidados de saúde. Enquanto medida simples e económica. A higienização das mãos é apontada como estratégia primordial para a prevenção destas infeções, cuja prática constitui um dever cívico, ético e profissional de todos os profissionais de saúde. Com base nestes pressupostos, o presente estudo pretendeu avaliar a variação dos conhecimentos sobre a higienização das mãos, e a adesão à prática da higienização das mãos, em função do grupo profissional. Para tal, desenvolveu-se um estudo descritivo-correlacional e transversal com uma população de 56 profissionais de saúde, de uma unidade de cuidados continuados do norte de Portugal. O instrumento de colheita de dados foi construído com base numa grelha de observação normalmente utilizada nas auditorias de avaliação (DGS, 2016). Assim, para a avaliação dos conhecimentos dos profissionais utilizou-se um questionário, e para a avaliação da adesão à higienização das mãos a observação. A aplicação dos instrumentos de recolha permitiu concluir que o conhecimento dos profissionais é satisfatório, sendo mais evidente no que se refere à forma correta de procedimento da fricção antissética (98,21%), à principal via de transmissão (89,3%), à necessidade de evitar joias, acessórios (80,4%) e unhas postiças (83,9%), ao método a aplicar em diferentes circunstâncias (75%) e ao tempo mínimo necessário para realização da higienização com SABA (73,2%). Não é tão significativo no que respeita à fonte mais frequente de microrganismos responsáveis pela IACS, assim como a pormenores que implicam uma técnica correta de higienização, nomeadamente lesões de pele (39,3%). Entre os diferentes grupos de profissionais o dos enfermeiros é aquele que apresenta um maior número de respostas corretas, seguido pelo dos assistentes operacionais, apesar de não se encontrarem diferenças estatisticamente significativas. A taxa de adesão à prática da higienização das mãos foi de 64,02%, com variação entre 28,57% e 94,12%, tendo sido superior nos enfermeiros, em comparação com o grupo dos médicos (p=0,00), dos técnicos de diagnóstico e terapêutica (p=0,00) e dos assistentes operacionais (p=0,00). Em síntese os conhecimentos são satisfatórios e a adesão à higienização é baixa, com diferenças entre os grupos profissionais o que comprova a necessidade de um contínuo investimento na formação, para se atingirem taxas de adesão mais elevadas e mais segurança nos cuidados.