Publicação
Estudo da claudicação em vacas leiteiras em explorações do Concelho de Mogadouro no modo de produção biológico
| Resumo: | A claudicação é identificada como um dos principais problemas de saúde e de bem-estar nas vacas leiteiras, com reflexos na redução da produção e na rentabilidade das explorações. Este trabalho foi realizado em três explorações leiteiras em Modo de Produção Biológico, no concelho de Mogadouro entre abril e julho do ano 2012. Avaliouse a claudicação em 82 vacas leiteiras em fase de lactação em quatro momentos distintos, com periodicidade mensal. Para a classificação da claudicação recorreu-se à metodologia de Sprecher et al., (1997). Durante as visitas foram realizadas intervenções de manutenção das úngulas. Utilizou-se o programa estatístico SPSS (versão 20) e efetuou-se uma análise de correspondência simples para estudar a relação entre claudicação e três fatores: fase de lactação, número de lactação e exploração. Aquando da primeira visita 72 % dos animais não evidenciaram claudicação, tendo cerca de 17% demonstrado marcha irregular. Os animais claudicantes cifraram-se em 11%, tendo-se manifestado com grau de claudicação 4 cerca de 3,7% das vacas. O grau de claudicação foi mais elevado na primeira avaliação (11%), e diminuiu progressivamente até à última observação, em que apenas 2,4% dos animais se mantinham claudicantes. A exploração B não evidenciou vacas com elevada dificuldade de locomoção (4), e no conjunto das 3 explorações os níveis de claudicação são reduzidos, atingindo no máximo cerca de 10% do efetivo em produção. A exploração C revelou níveis mais elevados de claudicação (14%), correspondendo simultaneamente à exploração com maior produção de leite. A incidência de claudicação foi reduzida, oscilando entre 1,2 e 3,7%, enquanto a prevalência apresentou o valor máximo em abril (11 %), tendo diminuído no mês seguinte e estabilizado em junho e julho em 1,2%. Não existe relação de dependência entre fase de lactação, número de lactação e exploração relativamente à claudicação. O MPB, que privilegia o recurso ao pastoreio, às camas em palha e à utilização de menor quantidade de concentrados, assim como a maior periodicidade do corte funcional das úngulas, poderá justificar em parte os valores reduzidos de claudicação observados neste trabalho. |
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| Autores principais: | Teixeira, Joaquim Fernandes Pinto |
| Assunto: | Claudicação Produção de leite Agricultura biológica Bem-estar animal Correção das úngulas Lameness Milk yield Organic farming Animal well-being Hoof correction |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viana do Castelo |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico IPVC |
| Resumo: | A claudicação é identificada como um dos principais problemas de saúde e de bem-estar nas vacas leiteiras, com reflexos na redução da produção e na rentabilidade das explorações. Este trabalho foi realizado em três explorações leiteiras em Modo de Produção Biológico, no concelho de Mogadouro entre abril e julho do ano 2012. Avaliouse a claudicação em 82 vacas leiteiras em fase de lactação em quatro momentos distintos, com periodicidade mensal. Para a classificação da claudicação recorreu-se à metodologia de Sprecher et al., (1997). Durante as visitas foram realizadas intervenções de manutenção das úngulas. Utilizou-se o programa estatístico SPSS (versão 20) e efetuou-se uma análise de correspondência simples para estudar a relação entre claudicação e três fatores: fase de lactação, número de lactação e exploração. Aquando da primeira visita 72 % dos animais não evidenciaram claudicação, tendo cerca de 17% demonstrado marcha irregular. Os animais claudicantes cifraram-se em 11%, tendo-se manifestado com grau de claudicação 4 cerca de 3,7% das vacas. O grau de claudicação foi mais elevado na primeira avaliação (11%), e diminuiu progressivamente até à última observação, em que apenas 2,4% dos animais se mantinham claudicantes. A exploração B não evidenciou vacas com elevada dificuldade de locomoção (4), e no conjunto das 3 explorações os níveis de claudicação são reduzidos, atingindo no máximo cerca de 10% do efetivo em produção. A exploração C revelou níveis mais elevados de claudicação (14%), correspondendo simultaneamente à exploração com maior produção de leite. A incidência de claudicação foi reduzida, oscilando entre 1,2 e 3,7%, enquanto a prevalência apresentou o valor máximo em abril (11 %), tendo diminuído no mês seguinte e estabilizado em junho e julho em 1,2%. Não existe relação de dependência entre fase de lactação, número de lactação e exploração relativamente à claudicação. O MPB, que privilegia o recurso ao pastoreio, às camas em palha e à utilização de menor quantidade de concentrados, assim como a maior periodicidade do corte funcional das úngulas, poderá justificar em parte os valores reduzidos de claudicação observados neste trabalho. |
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