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A aprendizagem do pensar e a impossibilidade de ensinar filosofia

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Resumo:Numa abordagem fenomenológica, o artigo reflete o ensino da Filosofia, assumindo-o como possível enquanto experiência da aprendizagem do pensar. Nesta direção, o estudo possui por meta mostrar que a compreensão desta possibilidade se radica em uma impossibilidade de caráter ontológico, uma vez que o aprender a pensar não pode ser ofertado ou possibilitado por outrem. Tal impossibilidade é reconduzida para o modo de constituição da singularidade humana. Neste horizonte, a (im)possibilidade de aprender a pensar funda-se no questionamento filosófico, porém, entendido como responsabilidade do ser humano por decidir-se e apropriar-se de seu originário modo de ser. Para demonstrar esta fundamentação, o estudo parte do sentido ontológico de impossibilidade para o existir humano, definindo-a como remissão e salto para o possível, no caso, para o ser capaz do pensar e questionar. Em seguida, aclara-se o questionamento e seu caráter histórico, diferenciando-o do método de problematização das ciências positivas. Por fim, posiciona-se criticamente em relação   às tendências dominantes em que se compreende o ensino da filosofia a partir das metas e dos métodos tecno-científicos, bem como da pedagogização do filosofar e, ainda, da sua burocratização em vista de seu enquadramento aos mecanismos institucionais de produção do conhecimento científico com suas atuais exigências. Palavras-chave: Pensamento; Questionamento; Ciência e técnica; Ensino da filosofia; Pedagogização
Autores principais:Ramos, Daniel Rodrigues
Assunto:Artigos
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto de Educação da Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:Revista Portuguesa de Educação
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En un enfoque fenomenológico, el artículo refleja la enseñanza de la Filosofía, asumiéndola como posible en cuanto experiencia del aprendizaje del pensar. En esta dirección, el estudio tiene por meta mostrar que la comprensión de esta posibilidad radica en una imposibilidad de carácter ontológico, en cuanto el aprender a pensar no puede ser ofrecido o posibilitado por otro. Esta imposibilidad es reconducida para el modo de constitución de la singularidad humana. En este horizonte, la (im)posibilidad de aprender a pensar se funda en el cuestionamiento filosófico, sin embargo, entendido como responsabilidad del ser humano por decidirse y apropiarse de su originario modo de ser. Para demostrar esta fundamentación, el estudio parte del sentido ontológico de imposibilidad para el existir humano, definiéndolo como remisión y salto hacia lo posible, en el caso, para el ser capaz del pensar y cuestionar. A continuación, se aclara el cuestionamiento y su carácter histórico, diferenciándolo del método de problematización de las ciencias positivas. Así, se llega a un posicionamiento crítico a las tendencias en que se comprende la enseñanza de la filosofía a partir de las metas y de los métodos tecno-científicos, así como de la pedagogización del filosofar y, además, de su burocratización en vista de su marco a los mecanismos institucionales de producción del conocimiento científico con sus actuales exigencias. Palabras-clave: Pensamiento; Cuestionamiento; Ciencia y técnica; Enseñanza de filosofía; Pedagogización
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