Publicação
Digital surveillance and power consolidation under Xi Jinping: Foucault’s perspective on the China case
| Resumo: | A presente dissertação examina o papel do Estado de Vigilância na consolidação do poder político na China atual, com especial enfoque na Rota da Seda Digital (RSD) e no Sistema de Crédito Social (SCS), enquanto instrumentos centrais da governação de Xi Jinping. A pertinência desta temática resulta do crescente grau de integração entre a tecnologia, a ideologia e as instituições, que têm vindo a redefinir as dinâmicas de poder e de controlo social na era digital. Embora a literatura sobre vigilância e autoritarismo digital seja vasta, verifica-se uma lacuna no que se refere à análise da forma como estas ferramentas são utilizadas para legitimar a centralização do poder em torno do Presidente Xi Jinping. Com base nesta premissa, a presente investigação tem como objetivo responder à seguinte questão: De que forma é que a implementação do Estado de Vigilância promovido pela Rota da Seda Digital contribui para a consolidação do poder de Xi Jinping? Para o efeito, a análise compreende o período de 2013 (ano que foi lançada oficialmente a Faixa e Rota Chinesa) a 2025 (como preconiza o Plano de Ação 2024-2025 para o Estabelecimento do Sistema de Crédito Social). A metodologia aplicada é qualitativa, com base em fontes primárias, nomeadamente documentos oficiais do Governo chinês (tais como o Comité Central do Partido Comunista Chinês e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma) e discursos oficiais de Xi Jinping, bem como relatórios de organizações não governamentais (como a Human Rights Watch, a Amnesty International, ou o European Values Center for Security Policy). O enquadramento teórico assenta numa combinação entre as premissas do neoinstitucionalismo, complementadas pela perspetiva Foucaultiana acerca do panóptico de Jeremy Bentham, com vista a proporcionar uma melhor compreensão acerca das normas sociais e dos mecanismos de vigilância tecnológica na China de Xi Jinping. De entre as principais conclusões destacamos que a RSD e o SCS têm sido instrumentos decisivos na promoção da vigilância contínua e, por extensão, na garantia da legitimidade do regime e centralização do poder no líder chinês, o que faz da China um caso paradigmático do autoritarismo digital contemporâneo. |
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| Autores principais: | Rodrigues, Miguel Ângelo Costa |
| Assunto: | Sistema de Crédito Social Digital Silk Road Panopticismo Neoinstitucionalismo Estado de Vigilância Michel Foucault Social Credit System Panopticism Neo-institutionalism Surveillance State |
| Ano: | 2026 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A presente dissertação examina o papel do Estado de Vigilância na consolidação do poder político na China atual, com especial enfoque na Rota da Seda Digital (RSD) e no Sistema de Crédito Social (SCS), enquanto instrumentos centrais da governação de Xi Jinping. A pertinência desta temática resulta do crescente grau de integração entre a tecnologia, a ideologia e as instituições, que têm vindo a redefinir as dinâmicas de poder e de controlo social na era digital. Embora a literatura sobre vigilância e autoritarismo digital seja vasta, verifica-se uma lacuna no que se refere à análise da forma como estas ferramentas são utilizadas para legitimar a centralização do poder em torno do Presidente Xi Jinping. Com base nesta premissa, a presente investigação tem como objetivo responder à seguinte questão: De que forma é que a implementação do Estado de Vigilância promovido pela Rota da Seda Digital contribui para a consolidação do poder de Xi Jinping? Para o efeito, a análise compreende o período de 2013 (ano que foi lançada oficialmente a Faixa e Rota Chinesa) a 2025 (como preconiza o Plano de Ação 2024-2025 para o Estabelecimento do Sistema de Crédito Social). A metodologia aplicada é qualitativa, com base em fontes primárias, nomeadamente documentos oficiais do Governo chinês (tais como o Comité Central do Partido Comunista Chinês e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma) e discursos oficiais de Xi Jinping, bem como relatórios de organizações não governamentais (como a Human Rights Watch, a Amnesty International, ou o European Values Center for Security Policy). O enquadramento teórico assenta numa combinação entre as premissas do neoinstitucionalismo, complementadas pela perspetiva Foucaultiana acerca do panóptico de Jeremy Bentham, com vista a proporcionar uma melhor compreensão acerca das normas sociais e dos mecanismos de vigilância tecnológica na China de Xi Jinping. De entre as principais conclusões destacamos que a RSD e o SCS têm sido instrumentos decisivos na promoção da vigilância contínua e, por extensão, na garantia da legitimidade do regime e centralização do poder no líder chinês, o que faz da China um caso paradigmático do autoritarismo digital contemporâneo. |
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