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Ensaios sobre a responsabilidade social corporativa e sua divulgação no setor portuário

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Responsabilidade Social Corporativa (RSC) e o seu relato tornaram-se práticas habituais nas grandes empresas. A investigação sobre tais práticas tornou-se também numa área em franco crescimento na academia. Apesar disto, as reflexões sobre a RSC no setor portuário são escassas abrindo portas à investigação. Por isso, apresentamos quatro ensaios que pretendem colmatar esta lacuna. O primeiro ensaio apresenta uma revisão de literatura sobre a RSC, explicando-a à luz da Teoria Institucional. Esta revisão de literatura serve de apoio aos ensaios seguintes, adotando uma abordagem crítica que expõe certas incoerências e contradições encontradas na literatura. O segundo ensaio analisa as práticas de relato online da RSC no setor portuário europeu, observando a extensão e o conteúdo da informação dedicada às matérias sociais e ambientais. O estudo recorre a uma análise de conteúdo da informação sobre a RSC disponibilizada nas páginas web de 186 portos europeus e testa a influência de três determinantes do relato da RSC (dimensão, país de origem e adesão à iniciativa EcoPorts). Concluímos que estes três determinantes são estatisticamente significativos. O terceiro ensaio analisa a qualidade dos relatórios de sustentabilidade produzidos pelos portos ibéricos e publicados na Internet. Este estudo recorre também à análise de conteúdo, mas agora de um conjunto de 20 relatórios de RSC ibéricos, testando três determinantes do relato da RSC, dimensão, desempenho económico e tipo de regulação a que os portos estão sujeitos (voluntária versus obrigatória). Os resultados são discutidos à luz da Teoria Institucional e revelam a influência da dimensão e do desempenho económico dos portos. Depois de constatar que em Espanha a regulação do relato da RSC é imposta por lei (coerciva), enquanto em Portugal a regulação é voluntária, observamos que a regulação coerciva revela maior poder de homogeneização da qualidade dos relatórios de sustentabilidade. Importa, assim, distinguir os diferentes tipos de regulação e o impacto que estes possam ter sobre o relato da RSC. O quarto ensaio analisa o posicionamento dos gestores dos portos portugueses perante a RSC, adotando o modelo de Oliver (1991) combinado com a perspetiva da RBV. Este estudo segue uma abordagem qualitativa, recorrendo a três entrevistas semiestruturadas, bem como à análise de notícias e vídeos difundidos na Internet. Os resultados apontam para estratégias de aquiescência e compromisso dos gestores dos portos portugueses perante a RSC, observando-se uma aceitação generalizada das pressões institucionais.
Autores principais:Costa, Solange Maria dos Santos
Assunto:Setor portuário Teoria institucional Determinantes RSC e relato CSR and disclosure seaport sector Institutional theory Determinants
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A Responsabilidade Social Corporativa (RSC) e o seu relato tornaram-se práticas habituais nas grandes empresas. A investigação sobre tais práticas tornou-se também numa área em franco crescimento na academia. Apesar disto, as reflexões sobre a RSC no setor portuário são escassas abrindo portas à investigação. Por isso, apresentamos quatro ensaios que pretendem colmatar esta lacuna. O primeiro ensaio apresenta uma revisão de literatura sobre a RSC, explicando-a à luz da Teoria Institucional. Esta revisão de literatura serve de apoio aos ensaios seguintes, adotando uma abordagem crítica que expõe certas incoerências e contradições encontradas na literatura. O segundo ensaio analisa as práticas de relato online da RSC no setor portuário europeu, observando a extensão e o conteúdo da informação dedicada às matérias sociais e ambientais. O estudo recorre a uma análise de conteúdo da informação sobre a RSC disponibilizada nas páginas web de 186 portos europeus e testa a influência de três determinantes do relato da RSC (dimensão, país de origem e adesão à iniciativa EcoPorts). Concluímos que estes três determinantes são estatisticamente significativos. O terceiro ensaio analisa a qualidade dos relatórios de sustentabilidade produzidos pelos portos ibéricos e publicados na Internet. Este estudo recorre também à análise de conteúdo, mas agora de um conjunto de 20 relatórios de RSC ibéricos, testando três determinantes do relato da RSC, dimensão, desempenho económico e tipo de regulação a que os portos estão sujeitos (voluntária versus obrigatória). Os resultados são discutidos à luz da Teoria Institucional e revelam a influência da dimensão e do desempenho económico dos portos. Depois de constatar que em Espanha a regulação do relato da RSC é imposta por lei (coerciva), enquanto em Portugal a regulação é voluntária, observamos que a regulação coerciva revela maior poder de homogeneização da qualidade dos relatórios de sustentabilidade. Importa, assim, distinguir os diferentes tipos de regulação e o impacto que estes possam ter sobre o relato da RSC. O quarto ensaio analisa o posicionamento dos gestores dos portos portugueses perante a RSC, adotando o modelo de Oliver (1991) combinado com a perspetiva da RBV. Este estudo segue uma abordagem qualitativa, recorrendo a três entrevistas semiestruturadas, bem como à análise de notícias e vídeos difundidos na Internet. Os resultados apontam para estratégias de aquiescência e compromisso dos gestores dos portos portugueses perante a RSC, observando-se uma aceitação generalizada das pressões institucionais.