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Entre princípios e regras: os limites interpretativos da jurisdição

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O direito é uma linguagem e, como tal, relaciona-se a complexas discussões a respeito dos limites que se podem impor sobre a atividade interpretativa. Nesse contexto, a pesquisa tem por intuito analisar a repercussão sobre o pensamento jurídico do amadurecimento da filosofia da linguagem e da hermenêutica, simbolizados principalmente pelo giro ontológico-linguístico; os problemas que envolvem a tradicional sistematização das fontes do direito (formais e materiais) e dos padrões normativos consagrados pelo pensamento jurídico atual (regras e princípios); e os constrangimentos que se operam sobre o intérprete no desempenho de sua atividade à luz das dimensões da linguagem (hermenêutica e apofântica), tendo em conta a constante busca de legitimidade que deve orientar a atividade jurisdicional. A técnica de pesquisa utilizada foi o levantamento bibliográfico, que foi associado à eventual consulta de pesquisas e decisões judiciais na internet. Os resultados atingidos apontam para a impossibilidade de se estabelecerem limites à atividade compreensiva do intérprete, mas ratifica a viabilidade de se imprimirem critérios de racionalidade sobre a interpretação, que explicita a compreensão, especialmente na esfera de fundamentação das decisões judiciais.
Autores principais:Oliveira, Thiago Coutinho de
Assunto:Interpretação jurídica Hermenêutica Padrões normativos Fundamentação das decisões judiciais Legal interpretation Hermeneutics Normative standards Grounds for judicial decisions
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O direito é uma linguagem e, como tal, relaciona-se a complexas discussões a respeito dos limites que se podem impor sobre a atividade interpretativa. Nesse contexto, a pesquisa tem por intuito analisar a repercussão sobre o pensamento jurídico do amadurecimento da filosofia da linguagem e da hermenêutica, simbolizados principalmente pelo giro ontológico-linguístico; os problemas que envolvem a tradicional sistematização das fontes do direito (formais e materiais) e dos padrões normativos consagrados pelo pensamento jurídico atual (regras e princípios); e os constrangimentos que se operam sobre o intérprete no desempenho de sua atividade à luz das dimensões da linguagem (hermenêutica e apofântica), tendo em conta a constante busca de legitimidade que deve orientar a atividade jurisdicional. A técnica de pesquisa utilizada foi o levantamento bibliográfico, que foi associado à eventual consulta de pesquisas e decisões judiciais na internet. Os resultados atingidos apontam para a impossibilidade de se estabelecerem limites à atividade compreensiva do intérprete, mas ratifica a viabilidade de se imprimirem critérios de racionalidade sobre a interpretação, que explicita a compreensão, especialmente na esfera de fundamentação das decisões judiciais.