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(In)visibilidades: imagem e racismo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:[Excerto] And Still I Rise, o poema de Maya Angelou descreve de forma magistral o movimento que perpassa os textos que aqui introduzimos. Trata-se de sublimação. Vista do lugaronde escolhemos estar, a História da humanidade é precisamente feita de resistência e de superação. As imagens refletem ou desafiam “velhas” clivagens abissais, forjadas durante o colonialismo europeu esão, ao mesmo tempo, expressão da opressão e da resistência que lhe tem sido feita. No que revelam e sobretudo no que remetem para a invisibilidade. As reflexões propostas descortinam subentendidos, denunciam ofensas naturalizadas, questionam silêncios e, finalmente, propõem novas visualidades para os corpos negros. Não necessariamente por esta ordem. Mais do que dar visibilidade procura-se mostrar o quão invisível permanece uma parte substancial do visível –tornar visível a própria invisibilidade, na impossibilidade de recuperar o que foi sistemática e prolongadamente apagado. Deste modo, este número da VISTApropõe-se como contributo –ainda que modesto -para a luta antirracista dos nossos dias. A luta antirracista de um mundo onde, por todo lado, novas e velhas formas de racismo trituram vidas de pessoas negras.
Autores principais:Pereira, Ana Cristina
Outros Autores:Sales, Michele; Cabecinhas, Rosa
Assunto:Racismo Imagem (In)visibilidades Interseccionalidades Estereótipos sociais Memória social Arte Racism Image (In)visibilities Intersectionality Social stereotypes Cultural memory Art
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:[Excerto] And Still I Rise, o poema de Maya Angelou descreve de forma magistral o movimento que perpassa os textos que aqui introduzimos. Trata-se de sublimação. Vista do lugaronde escolhemos estar, a História da humanidade é precisamente feita de resistência e de superação. As imagens refletem ou desafiam “velhas” clivagens abissais, forjadas durante o colonialismo europeu esão, ao mesmo tempo, expressão da opressão e da resistência que lhe tem sido feita. No que revelam e sobretudo no que remetem para a invisibilidade. As reflexões propostas descortinam subentendidos, denunciam ofensas naturalizadas, questionam silêncios e, finalmente, propõem novas visualidades para os corpos negros. Não necessariamente por esta ordem. Mais do que dar visibilidade procura-se mostrar o quão invisível permanece uma parte substancial do visível –tornar visível a própria invisibilidade, na impossibilidade de recuperar o que foi sistemática e prolongadamente apagado. Deste modo, este número da VISTApropõe-se como contributo –ainda que modesto -para a luta antirracista dos nossos dias. A luta antirracista de um mundo onde, por todo lado, novas e velhas formas de racismo trituram vidas de pessoas negras.