Publicação
Trabalho vocal na infância e na adolescência. Contributo para uma reflexão sobre a definição de fronteiras técnicas e didácticas no ensino de canto
| Resumo: | Embora se enumerem bastas vezes as vantagens inerentes à prática vocal, como rotina inseparável da realidade escolar infantil, raramente se reflecte acerca da mesma do ponto de vista técnico, como uma forma de expressão vocal em que se utiliza o aparelho fonador, cuja estrutura e funcionamento são quase desconhecidos. Apesar desta lacuna, o papel do canto na educação musical de crianças e jovens é bastante valorizado nas pedagogias musicais do século XX, designadamente com Orff, Kodaly, Ward e Willems. Estudiosos, terapeutas e pedagogos concordam acerca da importância de cantar desde cedo, mas no que se refere ao ensino de canto, propriamente dito, as apreciações divergem. Este é, certamente, um assunto que merece especial atenção. Será que se ensina a cantar no 1º Ciclo do Ensino Básico (1º CEB)? De que forma? Estas questões colocaram-se após uma cuidada revisão de literatura integrada num projecto de Doutoramento em Estudos da Criança, Especialidade de Educação Musical, e reflectindo acerca da forma como se tem vindo a realizar o ensino de canto em Portugal no 1º CEB genérico e especializado. Realizado um estudo de caso múltiplo de cariz qualitativo, foi possível concluir que, apesar de reconhecida como benéfica, a prática vocal infantil tem vindo a ser proporcionada sem qualquer ponderação no que se refere à didáctica adequada às diferentes faixas etárias. Certo é que os momentos de canto são parte integrante do dia-a-dia das escolas; não obstante, o seu ensino não é ainda uma realidade generalizada no 1º CEB, nem mesmo no especializado. |
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| Autores principais: | Aguiar, M. C |
| Outros Autores: | Vieira, Maria Helena |
| Assunto: | Prática vocal infantil Ensino de Canto 1º Ciclo do Ensino Básico |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | comunicação em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Embora se enumerem bastas vezes as vantagens inerentes à prática vocal, como rotina inseparável da realidade escolar infantil, raramente se reflecte acerca da mesma do ponto de vista técnico, como uma forma de expressão vocal em que se utiliza o aparelho fonador, cuja estrutura e funcionamento são quase desconhecidos. Apesar desta lacuna, o papel do canto na educação musical de crianças e jovens é bastante valorizado nas pedagogias musicais do século XX, designadamente com Orff, Kodaly, Ward e Willems. Estudiosos, terapeutas e pedagogos concordam acerca da importância de cantar desde cedo, mas no que se refere ao ensino de canto, propriamente dito, as apreciações divergem. Este é, certamente, um assunto que merece especial atenção. Será que se ensina a cantar no 1º Ciclo do Ensino Básico (1º CEB)? De que forma? Estas questões colocaram-se após uma cuidada revisão de literatura integrada num projecto de Doutoramento em Estudos da Criança, Especialidade de Educação Musical, e reflectindo acerca da forma como se tem vindo a realizar o ensino de canto em Portugal no 1º CEB genérico e especializado. Realizado um estudo de caso múltiplo de cariz qualitativo, foi possível concluir que, apesar de reconhecida como benéfica, a prática vocal infantil tem vindo a ser proporcionada sem qualquer ponderação no que se refere à didáctica adequada às diferentes faixas etárias. Certo é que os momentos de canto são parte integrante do dia-a-dia das escolas; não obstante, o seu ensino não é ainda uma realidade generalizada no 1º CEB, nem mesmo no especializado. |
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