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Gênero e saúde mental: algumas interfaces

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este working paper, que tem base em pesquisa bibliográfica, trata de algumas interfaces entre o gênero e o campo da saúde mental. Por exemplo, as iniquidades entre homens e mulheres, decorrentes das relações de gênero, têm participação na etiologia dos adoecimentos. Mas, no território da saúde mental, há outras dimensões sobre as quais as relações de gênero exercem influência. Ocorre que estas interfaces nem sempre são notadas. Assim, gênero também está presente: nos dados epidemiológicos psiquiátricos que mostram, de maneira global, uma sobre representação feminina nas estatísticas e dispositivos de saúde mental; na diversidade dos diagnósticos que elencam sintomas e transtornos mais comuns para mulheres (como a ansiedade, a depressão ou a anorexia nervosa) e para homens (transtornos devido ao uso nocivo de substâncias psicoativas ou distúrbios antissociais); na formulação e execução de políticas públicas de saúde mental, tanto nos documentos oficiais quanto nas práticas de seus trabalhadores; nas ações de indústrias farmacêuticas. Um olhar de gênero no território do “mental” serve não apenas para reconhecer as diferenças quanto à saúde, mas, sobretudo, questionar as disparidades e assimetrias entre homens e mulheres.
Autores principais:Alves, Tahiana Meneses
Assunto:Gênero Saúde mental Doença mental Homens Mulheres Gender Mental health Mental illness Men Women
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:outro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Este working paper, que tem base em pesquisa bibliográfica, trata de algumas interfaces entre o gênero e o campo da saúde mental. Por exemplo, as iniquidades entre homens e mulheres, decorrentes das relações de gênero, têm participação na etiologia dos adoecimentos. Mas, no território da saúde mental, há outras dimensões sobre as quais as relações de gênero exercem influência. Ocorre que estas interfaces nem sempre são notadas. Assim, gênero também está presente: nos dados epidemiológicos psiquiátricos que mostram, de maneira global, uma sobre representação feminina nas estatísticas e dispositivos de saúde mental; na diversidade dos diagnósticos que elencam sintomas e transtornos mais comuns para mulheres (como a ansiedade, a depressão ou a anorexia nervosa) e para homens (transtornos devido ao uso nocivo de substâncias psicoativas ou distúrbios antissociais); na formulação e execução de políticas públicas de saúde mental, tanto nos documentos oficiais quanto nas práticas de seus trabalhadores; nas ações de indústrias farmacêuticas. Um olhar de gênero no território do “mental” serve não apenas para reconhecer as diferenças quanto à saúde, mas, sobretudo, questionar as disparidades e assimetrias entre homens e mulheres.