Publicação
Dos factos para as preocupações: um estudo sobre Bruno Latour e a importância de ouvir os não-humanos face ao Novo Regime Climático
| Resumo: | Face ao agravamento das alterações climáticas, vemo-nos cada vez mais confrontados não só com aquilo que fazemos, mas também com aquilo que somos. As sociedades ocidentais modernas dizem todos os dias estar a caminhar em direção ao progresso, mas devemo-nos perguntar: que progresso é este? E de que forma este progresso nos proporcionará garantias de que continuaremos a ter meios de subsistência num futuro próximo? Estas e outras perguntas são colocadas por Bruno Latour, o autor que será analisado nesta dissertação. Ao longo de mais de quarenta anos, Latour desenvolve uma importante investigação sobre a desconexão que foi criada entre os humanos e as restantes entidades nãohumanas. Para o pensador francês esta separação entre entidades é a atitude moderna por excelência. Utilizando as ferramentas da filosofia, antropologia e sociologia na análise das práticas científicas, Latour desconstrói a forma como o moderno estrutura o seu pensamento com a intenção de demonstrar que não pode existir qualquer separação entre o que acontece na esfera natural e na esfera social. Este estudo leva-nos a importantes conclusões políticas que serão também aqui analisadas. Apesar de tudo, o foco principal desta investigação será compreender que a ontologia plana de Latour é uma ótima ferramenta para enfrentar os desafios climáticos. Ao reaproveitar a figura de Gaia, Latour demonstrará que não podemos mais entender o nosso planeta como um globo. Isto é uma chamada de atenção para a forma como olhamos, de forma despreocupada e distante para os nossos próprios meios de subsistência. É crucial, agora, entrarmos numa guerra de mundos na qual lutam, por um lado, aqueles que entendem que dependemos do solo em que pisamos para continuar a existir e, do outro, aqueles que, depois de extraírem por completo os recursos do deste planeta, procurarão outros sítios para viver fora do solo terrestre. Latour ajudarnos- á a compreender que apenas um destes lados está correto. |
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| Autores principais: | Batista, Rúben Portela |
| Assunto: | Gaia Guerra Latour Moderno Não-humanos Modern Non-humans War |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Face ao agravamento das alterações climáticas, vemo-nos cada vez mais confrontados não só com aquilo que fazemos, mas também com aquilo que somos. As sociedades ocidentais modernas dizem todos os dias estar a caminhar em direção ao progresso, mas devemo-nos perguntar: que progresso é este? E de que forma este progresso nos proporcionará garantias de que continuaremos a ter meios de subsistência num futuro próximo? Estas e outras perguntas são colocadas por Bruno Latour, o autor que será analisado nesta dissertação. Ao longo de mais de quarenta anos, Latour desenvolve uma importante investigação sobre a desconexão que foi criada entre os humanos e as restantes entidades nãohumanas. Para o pensador francês esta separação entre entidades é a atitude moderna por excelência. Utilizando as ferramentas da filosofia, antropologia e sociologia na análise das práticas científicas, Latour desconstrói a forma como o moderno estrutura o seu pensamento com a intenção de demonstrar que não pode existir qualquer separação entre o que acontece na esfera natural e na esfera social. Este estudo leva-nos a importantes conclusões políticas que serão também aqui analisadas. Apesar de tudo, o foco principal desta investigação será compreender que a ontologia plana de Latour é uma ótima ferramenta para enfrentar os desafios climáticos. Ao reaproveitar a figura de Gaia, Latour demonstrará que não podemos mais entender o nosso planeta como um globo. Isto é uma chamada de atenção para a forma como olhamos, de forma despreocupada e distante para os nossos próprios meios de subsistência. É crucial, agora, entrarmos numa guerra de mundos na qual lutam, por um lado, aqueles que entendem que dependemos do solo em que pisamos para continuar a existir e, do outro, aqueles que, depois de extraírem por completo os recursos do deste planeta, procurarão outros sítios para viver fora do solo terrestre. Latour ajudarnos- á a compreender que apenas um destes lados está correto. |
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