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Teletrabalho e a gestão de fronteiras entre a vida laboral e extralaboral: uma perspetiva da GRH

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Detalhes bibliográficos
Resumo:À medida que a sociedade vai evoluindo, o mundo de trabalho também evolui, de forma a conseguir-se adaptar às necessidades dos trabalhadores. Vivemos cada vez mais num mundo tecnológico, onde a partir de um clique conseguimos estar presente em qualquer parte sem sair do lugar. Estas possibilidades tecnológicas são fundamentais, uma vez que o trabalho tem se tornado cada vez mais flexível, onde é permitida flexibilidade de horários, invés do típico trabalho de 8 horas/dia, onde não é necessário estar presente no escritório para se estar a trabalhar. Um dos maiores exemplos desta flexibilização é o teletrabalho, que está atualmente a ser muito utlizado, tanto por causa das novas tecnologias que o permitem fazê-lo, como também pela situação pandémica que vivemos, que obrigou a que muitos trabalhassem segundo este regime. Apesar de o teletrabalho ser visto como uma salvação para muitas empresas e para a própria economia do país, é importante perceber como é que os teletrabalhadores gerem a sua vida laboral e a sua vida extralaboral estando a trabalhar neste regime. A presente dissertação tem como objetivo perceber como é que os teletrabalhadores gerem a sua vida e quais as estratégias que criam para a gestão de fronteiras entre trabalho e vida extralaboral. Neste sentido, desenvolveu-se um estudo exploratório, enquadrado num paradigma interpretativo e, com recurso a uma metodologia qualitativa. Assim, foram realizadas 28 entrevistas semiestruturadas a teletrabalhadores, que se encontravam ou em regime total ou parcial a teletrabalhar, há mais de 6 meses. Depois da realização das entrevistas fez-se a análise dos dados, o que permitiu perceber a perceção dos teletrabalhadores relativamente à temática em estudo. Os resultados extraídos de toda a informação empírica revelam que a maioria dos entrevistados gostariam de no futuro continuar a trabalhar em regime de teletrabalho, ou pelo menos num regime misto. Relativamente à adaptação ao teletrabalho, a maioria também afirmou que foi fácil a adaptação a este regime e, quando questionados acerca do impacto do teletrabalho na vida profissional e o impacto na vida pessoal e familiar, a maioria também afirmou que teve um impacto positivo nas duas vertentes. Dentro das estratégias adotadas pelos teletrabalhadores para uma melhor gestão das fronteiras entre o trabalho e a vida pessoal, foram dadas como exemplos de estratégias: o estabelecer horários fixos para teletrabalhar, o horário dos filhos, um espaço próprio para trabalhar, fazer desporto ou ter algum hobby, entre outros exemplos.
Autores principais:Machado, Daniela Ferraz
Assunto:Teletrabalho Gestão de fronteiras Vida laboral Vida extralaboral Telework Boundary management Work and non-work life
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:À medida que a sociedade vai evoluindo, o mundo de trabalho também evolui, de forma a conseguir-se adaptar às necessidades dos trabalhadores. Vivemos cada vez mais num mundo tecnológico, onde a partir de um clique conseguimos estar presente em qualquer parte sem sair do lugar. Estas possibilidades tecnológicas são fundamentais, uma vez que o trabalho tem se tornado cada vez mais flexível, onde é permitida flexibilidade de horários, invés do típico trabalho de 8 horas/dia, onde não é necessário estar presente no escritório para se estar a trabalhar. Um dos maiores exemplos desta flexibilização é o teletrabalho, que está atualmente a ser muito utlizado, tanto por causa das novas tecnologias que o permitem fazê-lo, como também pela situação pandémica que vivemos, que obrigou a que muitos trabalhassem segundo este regime. Apesar de o teletrabalho ser visto como uma salvação para muitas empresas e para a própria economia do país, é importante perceber como é que os teletrabalhadores gerem a sua vida laboral e a sua vida extralaboral estando a trabalhar neste regime. A presente dissertação tem como objetivo perceber como é que os teletrabalhadores gerem a sua vida e quais as estratégias que criam para a gestão de fronteiras entre trabalho e vida extralaboral. Neste sentido, desenvolveu-se um estudo exploratório, enquadrado num paradigma interpretativo e, com recurso a uma metodologia qualitativa. Assim, foram realizadas 28 entrevistas semiestruturadas a teletrabalhadores, que se encontravam ou em regime total ou parcial a teletrabalhar, há mais de 6 meses. Depois da realização das entrevistas fez-se a análise dos dados, o que permitiu perceber a perceção dos teletrabalhadores relativamente à temática em estudo. Os resultados extraídos de toda a informação empírica revelam que a maioria dos entrevistados gostariam de no futuro continuar a trabalhar em regime de teletrabalho, ou pelo menos num regime misto. Relativamente à adaptação ao teletrabalho, a maioria também afirmou que foi fácil a adaptação a este regime e, quando questionados acerca do impacto do teletrabalho na vida profissional e o impacto na vida pessoal e familiar, a maioria também afirmou que teve um impacto positivo nas duas vertentes. Dentro das estratégias adotadas pelos teletrabalhadores para uma melhor gestão das fronteiras entre o trabalho e a vida pessoal, foram dadas como exemplos de estratégias: o estabelecer horários fixos para teletrabalhar, o horário dos filhos, um espaço próprio para trabalhar, fazer desporto ou ter algum hobby, entre outros exemplos.