Publicação
Da justiça dos tribunais à barra da opinião pública : as relações entre a justiça e a comunicação social
| Resumo: | Quando, em Novembro de 2002, uma reportagem de Felícia Cabrita (Expresso/SIC) revelou um escandaloso crime que atravessou duas décadas, estávamos ainda longe de saber que assistiríamos a um dos mais mediáticos processos judiciais em Portugal. No entanto, o modo como os factos deste affaire de pedofilia alcançaram o domínio público cedo fez antever que se despertaria de novo o debate em torno das relações entre a Justiça e a Comunicação Social. Se o final do século XX tinha sido abundante em casos judiciários de inequívoco interesse público, os últimos cinco anos consolidaram definitivamente a complexidade desta matéria. Atravessados pela problemática da dualidade de relação entre a justiça e os media, os diversos casos judiciais mediatizados no quinquénio 2000-2004 tornaram explícito o confronto entre dois campos simultaneamente autónomos e confluentes, quer no que respeita, a nível global, à lógica de funcionamento, quer no que concerne, a nível específico, à acção dos seus protagonistas. Mantendo, por um lado, uma indispensável convivência e, por outro, a necessária independência, magistrados e jornalistas cruzam-se no interesse por um mesmo objecto – o conflito ou a dissonância –, mas os campos em que agem (o judicial e o mediático) são obrigados a preservar a respectiva autonomia e a evitar que os objectivos, estratégias e instrumentos de trabalho específicos de um e de outro se confundam. |
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| Autores principais: | Fidalgo, Joaquim |
| Outros Autores: | Oliveira, Madalena |
| Assunto: | Media Justiça Tribunais Opinião pública |
| Ano: | 2005 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | outro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Quando, em Novembro de 2002, uma reportagem de Felícia Cabrita (Expresso/SIC) revelou um escandaloso crime que atravessou duas décadas, estávamos ainda longe de saber que assistiríamos a um dos mais mediáticos processos judiciais em Portugal. No entanto, o modo como os factos deste affaire de pedofilia alcançaram o domínio público cedo fez antever que se despertaria de novo o debate em torno das relações entre a Justiça e a Comunicação Social. Se o final do século XX tinha sido abundante em casos judiciários de inequívoco interesse público, os últimos cinco anos consolidaram definitivamente a complexidade desta matéria. Atravessados pela problemática da dualidade de relação entre a justiça e os media, os diversos casos judiciais mediatizados no quinquénio 2000-2004 tornaram explícito o confronto entre dois campos simultaneamente autónomos e confluentes, quer no que respeita, a nível global, à lógica de funcionamento, quer no que concerne, a nível específico, à acção dos seus protagonistas. Mantendo, por um lado, uma indispensável convivência e, por outro, a necessária independência, magistrados e jornalistas cruzam-se no interesse por um mesmo objecto – o conflito ou a dissonância –, mas os campos em que agem (o judicial e o mediático) são obrigados a preservar a respectiva autonomia e a evitar que os objectivos, estratégias e instrumentos de trabalho específicos de um e de outro se confundam. |
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