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Controlo inibitório e perturbações alimentares: o papel do tempo de evolução da psicopatologia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Vários estudos reportam alterações no controlo inibitório, concluindo que este se encontrava comprometido em indivíduos com perturbações alimentares. Este tem sido estudado em várias categorias de diagnóstico destas perturbações. A interação entre o tempo de evolução da psicopatologia alimentar e o controlo inibitório carece, ainda, de maior investigação. O presente estudo investiga as diferenças no controlo inibitório entre as várias categorias de diagnóstico de perturbações alimentares e qual o papel do tempo de evolução da perturbação no controlo inibitório na amostra clínica em comparação com indivíduos saudáveis. A amostra foi constituída por 68 mulheres, 33 do grupo clínico e 35 do grupo de controlo. O controlo inibitório foi medido através de uma tarefa Go/No-Go, e todos os outros aspetos foram avaliados através de instrumentos de autorrelato (e.g., EDE-Q, UPPS-P). Os resultados obtidos demonstraram que apesar de o tempo de evolução não ter um papel preditor nem estar negativamente associado ao controlo inibitório, havia diferenças estatisticamente significativas entre grupos quanto ao IMC, dificuldades de regulação emocional, sintomatologia depressiva, impulsividade e psicopatologia alimentar.
Autores principais:Carvalho, Lara Matos de
Assunto:Controlo inibitório Tempo de evolução da psicopatologia Perturbações alimentares Inhibitory control Time of evolution of psychopathology Eating disorders
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Vários estudos reportam alterações no controlo inibitório, concluindo que este se encontrava comprometido em indivíduos com perturbações alimentares. Este tem sido estudado em várias categorias de diagnóstico destas perturbações. A interação entre o tempo de evolução da psicopatologia alimentar e o controlo inibitório carece, ainda, de maior investigação. O presente estudo investiga as diferenças no controlo inibitório entre as várias categorias de diagnóstico de perturbações alimentares e qual o papel do tempo de evolução da perturbação no controlo inibitório na amostra clínica em comparação com indivíduos saudáveis. A amostra foi constituída por 68 mulheres, 33 do grupo clínico e 35 do grupo de controlo. O controlo inibitório foi medido através de uma tarefa Go/No-Go, e todos os outros aspetos foram avaliados através de instrumentos de autorrelato (e.g., EDE-Q, UPPS-P). Os resultados obtidos demonstraram que apesar de o tempo de evolução não ter um papel preditor nem estar negativamente associado ao controlo inibitório, havia diferenças estatisticamente significativas entre grupos quanto ao IMC, dificuldades de regulação emocional, sintomatologia depressiva, impulsividade e psicopatologia alimentar.