Publicação
Para práticas de b-learning num Instituto de Ensino Superior na Huíla: análise da infraestrutura tecnológica e formação docente em Tecnologia Educativa
| Resumo: | A necessidade contemporânea de integrar o ensino presencial com o ensino à distância online destaca a importância do ensino e aprendizagem com recurso às TIC, e baseada nas metodologias ativas e nas teorias construtivista e conectivista. A teoria sugere o b-learning como uma abordagem inovadora que combina interações presenciais e online, no entanto exige competências em TIC aos professores e alunos e a existência e investimento em infraestrutura tecnológica adequada. Neste contexto, estudamos as perceções e conceções da Presidência de uma Instituição de Ensino Superior (IES) na província da Huíla-Angola, dos especialistas em TIC e Informática, dos professores e alunos, sobre as condições socias e de infraestrutura tecnológica e formação contínua em Tecnologia Educativa da mesma IES, que os influenciam na utilização e integração efetiva dos recursos digitais, assim como na adesão às práticas de b-learning. Estudamos modelos teóricos como MITICA, Teoria Decomposta do Comportamento Planeado (DTPB) e o Quadro DigCompEdu, e destacamos a complementaridade destes modelos para conhecer a infraestrutura tecnológica e formação docente em Tecnologia Educativa na referida IES. Além disso, desenvolvemos um enquadramento contextual baseado em informações de relatórios internacionais e nacionais sobre as políticas relacionadas as condições facilitadoras de recursos financeiros e tecnológicos em países africanos, incluindo Angola. A metodologia foi qualitativa, do tipo Estudo de Caso único. Neste estudo, recorremos a múltiplas fontes de recolha de dados, tais como: análise documental, diário de bordo, entrevista semi-estruturada, focus group e questionário. Os instrumentos foram validados por especialistas, seguidamente pela Comissão de ética da Universidade do Minho. Participaram deste estudo a presidência da IES, especialistas em Tecnologia Educativa, e de Informática, professores e estudantes, totalizando 615 participantes. Os dados qualitativos foram tratados através de análise temática, com suporte do NVivo14 e os dados quantitativos foram analisados com base na estatística descritiva, com suporte do SPSS28. Os resultados revelam uma convergência positiva entre o governo e os participantes em relação ao blearning, havendo pouca resistência. No entanto, foram identificadas insuficiências nas áreas organizacionais, infraestrutura tecnológica e formação docente em TIC. Concluímos que a adoção do blearning é vista como uma oportunidade para modernizar currículos, ampliar o acesso ao ensino superior e preparar os cidadãos para os desafios contemporâneos. Os participantes enfatizam a necessidade de políticas públicas abrangentes para melhoria da infraestrutura tecnológica, condições socioeconómicas dos estudantes, acesso a dispositivos e recursos digitais, assim como infraestrutura de Internet e energia elétrica para adesão ao b-learning. Além disso, são propostas melhorias nos incentivos, alocação de tempo e recursos para formação, e investimento contínuo na capacitação dos professores, alinhado com o quadro de competências do DigCompEdu. |
|---|---|
| Autores principais: | Teixeira, Manuel |
| Assunto: | Adoção do b-learning na IES Condições facilitadoras de recursos financeiros e tecnológico Formação docente em Tecnologia Educativa Infraestrutura tecnológica B-Learning Practices in IES Facilitating conditions for financial and technological resources Teacher training in Educational Technology Technological infrastructure |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A necessidade contemporânea de integrar o ensino presencial com o ensino à distância online destaca a importância do ensino e aprendizagem com recurso às TIC, e baseada nas metodologias ativas e nas teorias construtivista e conectivista. A teoria sugere o b-learning como uma abordagem inovadora que combina interações presenciais e online, no entanto exige competências em TIC aos professores e alunos e a existência e investimento em infraestrutura tecnológica adequada. Neste contexto, estudamos as perceções e conceções da Presidência de uma Instituição de Ensino Superior (IES) na província da Huíla-Angola, dos especialistas em TIC e Informática, dos professores e alunos, sobre as condições socias e de infraestrutura tecnológica e formação contínua em Tecnologia Educativa da mesma IES, que os influenciam na utilização e integração efetiva dos recursos digitais, assim como na adesão às práticas de b-learning. Estudamos modelos teóricos como MITICA, Teoria Decomposta do Comportamento Planeado (DTPB) e o Quadro DigCompEdu, e destacamos a complementaridade destes modelos para conhecer a infraestrutura tecnológica e formação docente em Tecnologia Educativa na referida IES. Além disso, desenvolvemos um enquadramento contextual baseado em informações de relatórios internacionais e nacionais sobre as políticas relacionadas as condições facilitadoras de recursos financeiros e tecnológicos em países africanos, incluindo Angola. A metodologia foi qualitativa, do tipo Estudo de Caso único. Neste estudo, recorremos a múltiplas fontes de recolha de dados, tais como: análise documental, diário de bordo, entrevista semi-estruturada, focus group e questionário. Os instrumentos foram validados por especialistas, seguidamente pela Comissão de ética da Universidade do Minho. Participaram deste estudo a presidência da IES, especialistas em Tecnologia Educativa, e de Informática, professores e estudantes, totalizando 615 participantes. Os dados qualitativos foram tratados através de análise temática, com suporte do NVivo14 e os dados quantitativos foram analisados com base na estatística descritiva, com suporte do SPSS28. Os resultados revelam uma convergência positiva entre o governo e os participantes em relação ao blearning, havendo pouca resistência. No entanto, foram identificadas insuficiências nas áreas organizacionais, infraestrutura tecnológica e formação docente em TIC. Concluímos que a adoção do blearning é vista como uma oportunidade para modernizar currículos, ampliar o acesso ao ensino superior e preparar os cidadãos para os desafios contemporâneos. Os participantes enfatizam a necessidade de políticas públicas abrangentes para melhoria da infraestrutura tecnológica, condições socioeconómicas dos estudantes, acesso a dispositivos e recursos digitais, assim como infraestrutura de Internet e energia elétrica para adesão ao b-learning. Além disso, são propostas melhorias nos incentivos, alocação de tempo e recursos para formação, e investimento contínuo na capacitação dos professores, alinhado com o quadro de competências do DigCompEdu. |
|---|