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A cobertura mediática (midiática) do debate público: governação e privatização da educação em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Neste texto analisa-se o debate sobre os contratos de associação de escolas privadas ao sistema público enquanto um caso elucidativo da problemática da privatização da educação em Portugal. Com o objetivo de conhecer a cobertura mediática sobre as alterações introduzidas em 2016 nas condições em que se podiam estabelecer os contratos de associação analisámos as (180) peças jornalísticas publicadas em maio de 2016 em quatro órgãos de comunicação social portugueses. O estudo sugere certas linhas estruturantes do debate: (i) há opções societais em torno das relações entre os domínios público e privado na provisão de educação que mobilizam um elevado número e diversidade de atores em torno de propostas e interesses divergentes; (ii) o argumentário convocado inscreve-se num limitado naipe de universos sociocognitivos sublinhando tendências dominantes ― a judicialização da política, a centralidade da referência económica/orçamental na legitimação das opções políticas, a subalternização do conhecimento científico educacional e do saber pedagógico; (iii) a mídia participa do debate e da construção da política.
Autores principais:Antunes, Fátima
Outros Autores:Viseu, Sofia
Assunto:Contratos de associação Políticas educativas Privatização Cobertura mediática Governação Contracts of association Educational policies Privatization Media coverage Contratos de asociación Privatización Gobernación Contrats d’association Politiques éducatives Privatisation Couverture médiatique Gouvernance
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Neste texto analisa-se o debate sobre os contratos de associação de escolas privadas ao sistema público enquanto um caso elucidativo da problemática da privatização da educação em Portugal. Com o objetivo de conhecer a cobertura mediática sobre as alterações introduzidas em 2016 nas condições em que se podiam estabelecer os contratos de associação analisámos as (180) peças jornalísticas publicadas em maio de 2016 em quatro órgãos de comunicação social portugueses. O estudo sugere certas linhas estruturantes do debate: (i) há opções societais em torno das relações entre os domínios público e privado na provisão de educação que mobilizam um elevado número e diversidade de atores em torno de propostas e interesses divergentes; (ii) o argumentário convocado inscreve-se num limitado naipe de universos sociocognitivos sublinhando tendências dominantes ― a judicialização da política, a centralidade da referência económica/orçamental na legitimação das opções políticas, a subalternização do conhecimento científico educacional e do saber pedagógico; (iii) a mídia participa do debate e da construção da política.