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A experiência da Quinta da Malagueira (1977): ensinamentos e cautelas na concretização da habitação de custos-controlados, para uma arquitectura avisada

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Resumo:Retomando o tema da procura de soluções habitacionais que considerem os desejos e necessidades dos seus habitantes, não descurando as relações família/vizinhança e ainda comunidade/cidade, votadas maioritariamente a estratos populacionais carenciados, mas com alguma capacidade económica para aceder a uma habitação não precária – ainda que sustentada em apoios sociais (públicos ou comunitários) –, pretende-se nesta comunicação analisar a Quinta da Malagueira (Évora, 1977), projectada por Álvaro Siza, enquanto projecto de intervenção habitacional que visa uma integração urbana coesa. Trata-se de um Projecto Habitacional de custos-controlados, de referência na arquitectura portuguesa, não só pelas suas tácitas implicações ideológicas, éticas e políticas, mas também por abordar o tema da “casa” com soluções que se prendem nomeadamente com uma análise metodológica de tipologias adequadas e evolutivas, numa estreita relação com a morfologia do bairro perante uma leitura coerente do lugar, e com a experiência de um processo participativo de sucesso. Mas será que a Quinta da Malagueira é um modelo exemplar, ou um caso único? Afinal, que lições se retiram da experiência da Quinta da Malagueira? Em suma, nesta comunicação pretende-se dar resposta a estas e outras questões que visam dar a ver a importância dos valores da arquitectura, na defesa de uma prática profissional que pretende ir além do desenho charmoso e apelativo ou da cega vontade de inovar, aferindo o papel da arquitectura na nossa sociedade contemporânea.
Autores principais:Rodrigues, Ana Luísa
Assunto:Siza Malagueira Projecto Habitação de custos-controlados
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:outro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Retomando o tema da procura de soluções habitacionais que considerem os desejos e necessidades dos seus habitantes, não descurando as relações família/vizinhança e ainda comunidade/cidade, votadas maioritariamente a estratos populacionais carenciados, mas com alguma capacidade económica para aceder a uma habitação não precária – ainda que sustentada em apoios sociais (públicos ou comunitários) –, pretende-se nesta comunicação analisar a Quinta da Malagueira (Évora, 1977), projectada por Álvaro Siza, enquanto projecto de intervenção habitacional que visa uma integração urbana coesa. Trata-se de um Projecto Habitacional de custos-controlados, de referência na arquitectura portuguesa, não só pelas suas tácitas implicações ideológicas, éticas e políticas, mas também por abordar o tema da “casa” com soluções que se prendem nomeadamente com uma análise metodológica de tipologias adequadas e evolutivas, numa estreita relação com a morfologia do bairro perante uma leitura coerente do lugar, e com a experiência de um processo participativo de sucesso. Mas será que a Quinta da Malagueira é um modelo exemplar, ou um caso único? Afinal, que lições se retiram da experiência da Quinta da Malagueira? Em suma, nesta comunicação pretende-se dar resposta a estas e outras questões que visam dar a ver a importância dos valores da arquitectura, na defesa de uma prática profissional que pretende ir além do desenho charmoso e apelativo ou da cega vontade de inovar, aferindo o papel da arquitectura na nossa sociedade contemporânea.