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Análise do impacto de variáveis ambientais na produção de tricloroanisol em granulado de cortiça

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Resumo:A cortiça é um produto de origem natural conhecido pelas suas características como a leveza, elasticidade e impermeabilidade a muitas líquidos e gases. O seu uso data à antiguidade e, nos tempos mais recentes, é usada em variadas indústrias, desde moda a design de interiores e rolhas de cortiça. O 2,4,6-tricloroanisol (TCA) é um haloanisol muito comum na cortiça e, na indústria vitivinícola, é um grande problema, visto que a sua presença confere ao vinho o “sabor a rolha” – cork taint – um sabor mofado e bolorento. Este haloanisol é produto de uma reação de biometilação que o microbioma da cortiça, nomeadamente fungos e bactérias, realiza como mecanismo de defesa, quando em contacto com o precursor 2,4,6-triclorofenol (TCP), um composto tóxico para estes. O TCP é produzido quando o cloro presente em agentes de desinfeção e pesticidas interage com os compostos fenólicos naturais da cortiça. Considerando que não se sabe muito sobre as condições de produção do TCA, neste trabalho estudou-se como é que as diferentes condições ambientais afetam ou influenciam a produção de TCA. É um tema relevante devido à constante contaminação dos vinhos causada por este haloanisol, levando a perdas tanto do produto final como monetárias. Este trabalho consistiu em colocar granulado de cortiça – tanto desinfetado como não tratado – a incubar em diferentes condições de humidade, temperatura e nutrientes disponíveis, no mesmo período de tempo. No final de cada período de incubação definido, foram recolhidas amostras de cortiça de modo a quantificar o TCA e o ergosterol. A quantificação do ergosterol tem como objetivo determinar, de forma indireta, a quantidade de desenvolvimento fúngico. Já a quantificação do TCA permitiu perceber quais as condições ideais para a produção de TCA. No final deste trabalho, concluiu-se que o TCA é potencialmente um metabolito produzido tanto por fungos como bactérias, como mecanismo de defesa, quando se encontram expostos a condições adversas para o seu desenvolvimento, inclusive humidade baixa e elevada, temperaturas baixas e escassez de nutrientes. Nestas mesmas condições, a quantidade de ergosterol diminuiu, reforçando a ideia que, em condições adversas, não há desenvolvimento nem crescimento fúngico.
Autores principais:Mota, Inês Pinto Azevedo
Assunto:2-4-6-tricloroanisol TCA Ergosterol Cortiça Granulado de cortiça Rolhas de cortiça 2-4-6-trichloroanisole Cork Cork granulate Cork stoppers Ciências Agrárias::Biotecnologia Agrária e Alimentar
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho

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