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Performance visual e rendimento desportivo

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Resumo:Objetivos: Teve-se por objetivo comparar as habilidades visuais entre jogadores mais jovens (iniciados) e jogadores mais velhos (séniores), num clube de jogadores de futebol. Além disso, pretendeu-se aferir se uma melhor performance visual equivale a atletas com um maior rendimento desportivo. Métodos: Avaliaram-se 34 atletas praticantes de futebol masculino (17 iniciados e 17 séniores). Mediram-se as capacidades visuais e desportivas dos atletas. Para a avaliação do desempenho visual realizaram-se exames de forma a avaliar a acuidade visual de baixo e alto contraste, acuidade visual dinâmica, refração objetiva, visão binocular e acomodação, perceção central e periférica, visão das cores, estereopsia em visão de perto e em visão de longe, dominância ocular, pé dominante, tempo de reação sensorial e motor, e coordenação. A avaliação do desempenho desportivo técnico-tático dos atletas foi realizada pelos seus treinadores. Resultados: Relativamente à comparação das habilidades visuais entre escalões, apenas se encontraram diferenças estatisticamente significativas nos casos da flexibilidade acomodativa do olho esquerdo em visão próxima e da acuidade visual dinâmica com ambos os olhos. Observouse que em todas as capacidades desportivas avaliadas os atletas séniores apresentam um desempenho igual ou superior ao dos atletas iniciados. Todavia, à exceção da habilidade de jogar com a cabeça levantada, estas diferenças entre escalões não são estatisticamente significativas. Verificou-se, ainda, a existência de correlações estatisticamente significativas entre características visuais e desportivas. Nos iniciados, o tempo de reação sensorial revelou-se relacionado com parâmetros desportivos tais como, reação à perda de bola (p = 0,031), capacidade de decisão (p = 0,033), imprevisibilidade (p = 0,048), jogar com ambos os pés (p = 0,009), passes longos (p = 0,039), passes curtos (p = 0,032) e finalização (p = 0,021). A lateralidade correlacionou-se com os reflexos (p = 0,028), a imprevisibilidade (p = 0,024), a capacidade de jogar com os 2 pés (p = 0,009) e realização de passes curtos (p = 0,012). Nos séniores, uma boa estereopsia em visão de longe correspondeu a uma maior velocidade de reação (p = 0,035) e os tempos de reação motor (p = 0,010) e total (p = 0,038) associaram-se a uma maior eficácia na finalização. Conclusões: Não existem diferenças significativas entre as capacidades visuais de atletas mais jovens (iniciados) e atletas mais velhos (séniores), sendo que apenas se encontram diferenças estatisticamente significativas na acuidade visual dinâmica em condições binoculares. Os atletas com apreciações subjetivas de melhor rendimento desportivo apresentam melhores tempos de reação sensorial, motor e total, lateralidade cruzada e melhor estereopsia em visão de longe.
Autores principais:Ribeiro, Catarina de Fátima Gomes
Assunto:Ciências Naturais::Ciências Físicas
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho

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