Publicação
Dos direitos das mulheres como direitos humanos para os deveres das mulheres como base do desenvolvimento económico sustentável
| Resumo: | Neste texto, a par da apresentação dos discursos políticos que enformam as declarações, as convenções, as recomendações, os tratados, as directivas, entre outros e inúmeros documentos produzidos ao nível internacional, na União Europeia, e em Portugal, mostra-se como as políticas de género, no contexto de neoliberalismo em que nos encontramos, são enquadradas por diversas orientações para a acção nas quais (re)impera um sentido tecnocrático que pode ser detectado através de diversas estratégias, tais como flexibilização, competitividade, flexissegurança, entre outras. Com estas estratégias tem vindo a operar-se a uma transmutação semântica do âmbito “dos direitos das mulheres como direitos humanos indivisíveis” para o âmbito “dos deveres das mulheres para a resolução dos problemas da sustentabilidade económica”. Esta problematização torna-se, então, uma referência central, sobretudo quando se pensa que as reestruturações dos espaços laborais, formativos e educativos podem estar em consonância com novos critérios de racionalidade instrumental que é preciso desocultar. |
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| Autores principais: | Rocha, Maria Custódia Jorge da |
| Assunto: | Direitos humanos Desenvolvimento económico sustentável |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Neste texto, a par da apresentação dos discursos políticos que enformam as declarações, as convenções, as recomendações, os tratados, as directivas, entre outros e inúmeros documentos produzidos ao nível internacional, na União Europeia, e em Portugal, mostra-se como as políticas de género, no contexto de neoliberalismo em que nos encontramos, são enquadradas por diversas orientações para a acção nas quais (re)impera um sentido tecnocrático que pode ser detectado através de diversas estratégias, tais como flexibilização, competitividade, flexissegurança, entre outras. Com estas estratégias tem vindo a operar-se a uma transmutação semântica do âmbito “dos direitos das mulheres como direitos humanos indivisíveis” para o âmbito “dos deveres das mulheres para a resolução dos problemas da sustentabilidade económica”. Esta problematização torna-se, então, uma referência central, sobretudo quando se pensa que as reestruturações dos espaços laborais, formativos e educativos podem estar em consonância com novos critérios de racionalidade instrumental que é preciso desocultar. |
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