Publicação
As lusofonias, a CPLP, a ‘portugalidade’, os reusos do passado e o ensino história
| Resumo: | Urge, por isso, imaginar a lusofonia descolonizando as mentes dos seus protagonistas (Thiong’o, 1986; Mbembe, 2017), de forma a permitir ultrapassar esses equívocos (Martins, 2014) e dirimir ressentimentos (Ferro, 2009), sentidos de superioridade e/ou de inferioridade, e poder inverter-se a tendência assente no tradicional binómio perpetrador/vítima, podendo ir-se mais longe, olhando para a história de forma mais aberta (Rothberg, 2019), permitindo que os imaginários ideológicos se diluam. E para que, no caso da lusofonia, ela se não torne numa “lusotopia” (Cahen, 2013) ou numa “luso-afonia” (Couto, 2009). Para tanto, há que destacar a ideia de que uniformidade não é o mesmo que homogeneidade (Bayly, 2004), e em que só a afabilidade com o “outro” permitirá despertar o sentido da humanidade (Kapuscinsky, 2009). E isso, deixa desde logo de fora, no caso da lusofonia, a ‘portugalidade’ – pensar a lusofonia com ‘portugalidade’ configura mesmo um contrassenso (Sousa, 2015, 2017) -, permitindo pensá-la, mesmo que fora da CPLP se necessário for. O caminho para uma história crítica e inclusiva não passará, certamente, pelo apagamento ou negação de partes da história. |
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| Autores principais: | Sousa, Vítor de |
| Assunto: | Jornalismo CPLP Brasil Lusofonia Reusos do passado |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | outro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Urge, por isso, imaginar a lusofonia descolonizando as mentes dos seus protagonistas (Thiong’o, 1986; Mbembe, 2017), de forma a permitir ultrapassar esses equívocos (Martins, 2014) e dirimir ressentimentos (Ferro, 2009), sentidos de superioridade e/ou de inferioridade, e poder inverter-se a tendência assente no tradicional binómio perpetrador/vítima, podendo ir-se mais longe, olhando para a história de forma mais aberta (Rothberg, 2019), permitindo que os imaginários ideológicos se diluam. E para que, no caso da lusofonia, ela se não torne numa “lusotopia” (Cahen, 2013) ou numa “luso-afonia” (Couto, 2009). Para tanto, há que destacar a ideia de que uniformidade não é o mesmo que homogeneidade (Bayly, 2004), e em que só a afabilidade com o “outro” permitirá despertar o sentido da humanidade (Kapuscinsky, 2009). E isso, deixa desde logo de fora, no caso da lusofonia, a ‘portugalidade’ – pensar a lusofonia com ‘portugalidade’ configura mesmo um contrassenso (Sousa, 2015, 2017) -, permitindo pensá-la, mesmo que fora da CPLP se necessário for. O caminho para uma história crítica e inclusiva não passará, certamente, pelo apagamento ou negação de partes da história. |
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