Publicação
Estudo da incorporação de retardantes à chama em filmes TPU para a indústria automóvel
| Resumo: | A indústria automóvel está em constante evolução e cada vez mais é necessário ter em conta a segurança das pessoas que usam os seus automóveis no quotidiano, para que não ocorram danos tanto com elas como ao próprio automóvel. Os tecidos plastificados têm assumido um papel preponderante na constituição no interior, contribuindo para uma melhor performance dos automóveis. A TMG Automotive tem desempenhado um trabalho intenso na procura de novas soluções para implementar nos seus produtos de forma que estes tenham o melhor desempenho possível. Neste trabalho foi estudada a implementação de retardantes à chama em filmes de TPU usados na fabricação de interiores, quer seja nos assentos, nos apoios de braços, painéis de instrumentos, entre outros casos. O trabalho consiste na incorporação de retardantes à chama via masterbatch na matriz polimérica do TPU, sendo estes não-halogenados para não causar danos à saúde do consumidor. Estes são misturados com o TPU virgem, criando várias formulações com 25, 50 e 75%. Isto equivale a uma incorporação de 5, 10 e 15% de retardante à chama, respetivamente. O principal foco está em reduzir a taxa de combustibilidade do material, oferecendo assim maior tempo de fuga aos ocupantes do veículo. Contudo, existem propriedades que podem ser afetadas pela incorporação dos mesmos. Os materiais desenvolvidos foram caracterizados para garantir que as propriedades não se alteram e que o material permanece com os seus índices de performance e segurança. Os ensaios de tração indicam que a deformação máxima do TPU virgem não foi afetada provando assim que estas se mantêm mesmo depois da adição dos retardantes. A caracterização morfológica, através de microscopia ótica, mostrou que existe uma boa dispersão do retardante na matriz polimérica. O ensaio de combustibilidade provou que a adição de retardantes à chama diminuiu a velocidade de propagação da mesma, oferecendo assim mais segurança ao material. Com todos estes dados, foi possível confirmar a viabilidade do uso destes retardantes que provaram ser uma boa solução para o problema que tem vindo a existir. |
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| Autores principais: | Fernandes, Gonçalo Gonçalves |
| Assunto: | TPU Retardantes à chama Combustibilidade Propriedades Segurança Flame retardants Combustibility Properties Safety |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A indústria automóvel está em constante evolução e cada vez mais é necessário ter em conta a segurança das pessoas que usam os seus automóveis no quotidiano, para que não ocorram danos tanto com elas como ao próprio automóvel. Os tecidos plastificados têm assumido um papel preponderante na constituição no interior, contribuindo para uma melhor performance dos automóveis. A TMG Automotive tem desempenhado um trabalho intenso na procura de novas soluções para implementar nos seus produtos de forma que estes tenham o melhor desempenho possível. Neste trabalho foi estudada a implementação de retardantes à chama em filmes de TPU usados na fabricação de interiores, quer seja nos assentos, nos apoios de braços, painéis de instrumentos, entre outros casos. O trabalho consiste na incorporação de retardantes à chama via masterbatch na matriz polimérica do TPU, sendo estes não-halogenados para não causar danos à saúde do consumidor. Estes são misturados com o TPU virgem, criando várias formulações com 25, 50 e 75%. Isto equivale a uma incorporação de 5, 10 e 15% de retardante à chama, respetivamente. O principal foco está em reduzir a taxa de combustibilidade do material, oferecendo assim maior tempo de fuga aos ocupantes do veículo. Contudo, existem propriedades que podem ser afetadas pela incorporação dos mesmos. Os materiais desenvolvidos foram caracterizados para garantir que as propriedades não se alteram e que o material permanece com os seus índices de performance e segurança. Os ensaios de tração indicam que a deformação máxima do TPU virgem não foi afetada provando assim que estas se mantêm mesmo depois da adição dos retardantes. A caracterização morfológica, através de microscopia ótica, mostrou que existe uma boa dispersão do retardante na matriz polimérica. O ensaio de combustibilidade provou que a adição de retardantes à chama diminuiu a velocidade de propagação da mesma, oferecendo assim mais segurança ao material. Com todos estes dados, foi possível confirmar a viabilidade do uso destes retardantes que provaram ser uma boa solução para o problema que tem vindo a existir. |
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