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(A)cerca de Azamor: estruturas militares ao manuelino

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Azamor foi um ponto estratégico para a expansão do Reino de Portugal entre os séculos XV e XVI. O seu estudo permite reconhecer domínios políticos, relações sociais e económicas, assim como possibilita a caracterização das formas de habitar, guerrear, construir, lidar com o urbanismo, com a arquitectura e com o quotidiano das comunidades da época no Além-mar. O intervalo temporal de ocupação portuguesa na vila (1513-1542, sob reinado de D. Manuel I), cruza etapas conturbadas e de grandes mudanças na história europeia, de alterações ao gosto e necessidades arquitectónicas pelo desenvolvimento de novas políticas régias, tecnologias bélicas e filosofias do renascimento. Diversos estudos eram desenvolvidos no campo da arquitectura militar, acompanhando o aperfeiçoamento das armas de fogo. A noção de calibre, a generalização dos projécteis fundidos e a descoberta das capacidades da pólvora exigiam reformas profundas nos sistemas fortificados, na óptica da utilização/defesa do armamento pirobalístico. Crescia a teorização e tratadística que circulava pela Europa, ainda que sobre a forma de ensaio, em cópias e apontamentos. Realçamos os estudos do italiano Francesco di Giorgio Martini como aquele que mais possa ter influenciado as arquitecturas dos irmãos Diogo e Francisco de Arruda – mestres da corte manuelina, responsáveis pelo traçado e construção de dispositivos militares em Azamor. Enquadrando-se num tempo de transição, as arquitecturas da cerca de Azamor exigiram ser estudadas segundo a complexidade fundida de diversas disciplinas (arquitectura militar, urbanismo,etc.) em plena transformação e redescoberta. Através de modelos planimétricos e tridimensionais de produção original, o trabalho elabora avaliações e desenhos experimentais daquilo que poderá ter sido o projecto pensado pelos mestres Arruda. À construção de uma fortificação manuelina, agrega-se toda uma retórica de combinações geométricas e numéricas, cálculo de distâncias entre estruturas e o poder/alcance de fogo da época.
Autores principais:Lopes, Ana Catarina Gonçalves
Assunto:Azamor Estruturas militares Manuelino
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Azamor foi um ponto estratégico para a expansão do Reino de Portugal entre os séculos XV e XVI. O seu estudo permite reconhecer domínios políticos, relações sociais e económicas, assim como possibilita a caracterização das formas de habitar, guerrear, construir, lidar com o urbanismo, com a arquitectura e com o quotidiano das comunidades da época no Além-mar. O intervalo temporal de ocupação portuguesa na vila (1513-1542, sob reinado de D. Manuel I), cruza etapas conturbadas e de grandes mudanças na história europeia, de alterações ao gosto e necessidades arquitectónicas pelo desenvolvimento de novas políticas régias, tecnologias bélicas e filosofias do renascimento. Diversos estudos eram desenvolvidos no campo da arquitectura militar, acompanhando o aperfeiçoamento das armas de fogo. A noção de calibre, a generalização dos projécteis fundidos e a descoberta das capacidades da pólvora exigiam reformas profundas nos sistemas fortificados, na óptica da utilização/defesa do armamento pirobalístico. Crescia a teorização e tratadística que circulava pela Europa, ainda que sobre a forma de ensaio, em cópias e apontamentos. Realçamos os estudos do italiano Francesco di Giorgio Martini como aquele que mais possa ter influenciado as arquitecturas dos irmãos Diogo e Francisco de Arruda – mestres da corte manuelina, responsáveis pelo traçado e construção de dispositivos militares em Azamor. Enquadrando-se num tempo de transição, as arquitecturas da cerca de Azamor exigiram ser estudadas segundo a complexidade fundida de diversas disciplinas (arquitectura militar, urbanismo,etc.) em plena transformação e redescoberta. Através de modelos planimétricos e tridimensionais de produção original, o trabalho elabora avaliações e desenhos experimentais daquilo que poderá ter sido o projecto pensado pelos mestres Arruda. À construção de uma fortificação manuelina, agrega-se toda uma retórica de combinações geométricas e numéricas, cálculo de distâncias entre estruturas e o poder/alcance de fogo da época.