Publicação
Repensar o sentido de comunidade de aprendizagem: contributos para uma concepção democrática emancipatória
| Resumo: | A noção de comunidade tem sido uma das mais ambíguas e fluidas do discurso educacional, particularmente no contexto das reformas educativas contemporâneas. Ela tem sido mais utilizada em termos metafóricos e apologéticos do que numa perspetiva de investigação que permita conceber a “comunidade” como construção social. Além disso, a noção de comunidade, difundida em textos legislativos e na literatura educacional, através de qualificativos vários – comunidade educativa, comunidade de aprendizagem, comunidade profissional, comunidade de prática, etc. – tem sido pouco submetida à interrogação crítica, sendo-lhe frequentemente concebida uma bondade natural, independentemente dos múltiplos sentidos, contextos e práticas que lhe estejam associados. Com base em autores contemporâneos, mas também em clássicos, como Dewey, para quem a “A democracia é mais do que uma forma de governo; é, antes de mais, uma forma de vida associada, uma experiência partilhada em conjunto” (2007, p.88; ed. orig. 1916), defendemos que é necessário repensar o sentido e os desafios que se colocam hoje ao conceito de comunidade de aprendizagem. Desse modo, propomos o questionamento e a superação de abordagens normativas e prescritivas e a valorização de um pensamento crítico e reflexivo que conceba as comunidades de aprendizagem como realidades socialmente construídas, passíveis, enquanto tal, de serem teorizadas e estudadas empiricamente. |
|---|---|
| Autores principais: | Ferreira, Fernando Ilídio |
| Outros Autores: | Flores, Maria Assunção |
| Assunto: | Comunidades de aprendizagem Democracia |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A noção de comunidade tem sido uma das mais ambíguas e fluidas do discurso educacional, particularmente no contexto das reformas educativas contemporâneas. Ela tem sido mais utilizada em termos metafóricos e apologéticos do que numa perspetiva de investigação que permita conceber a “comunidade” como construção social. Além disso, a noção de comunidade, difundida em textos legislativos e na literatura educacional, através de qualificativos vários – comunidade educativa, comunidade de aprendizagem, comunidade profissional, comunidade de prática, etc. – tem sido pouco submetida à interrogação crítica, sendo-lhe frequentemente concebida uma bondade natural, independentemente dos múltiplos sentidos, contextos e práticas que lhe estejam associados. Com base em autores contemporâneos, mas também em clássicos, como Dewey, para quem a “A democracia é mais do que uma forma de governo; é, antes de mais, uma forma de vida associada, uma experiência partilhada em conjunto” (2007, p.88; ed. orig. 1916), defendemos que é necessário repensar o sentido e os desafios que se colocam hoje ao conceito de comunidade de aprendizagem. Desse modo, propomos o questionamento e a superação de abordagens normativas e prescritivas e a valorização de um pensamento crítico e reflexivo que conceba as comunidades de aprendizagem como realidades socialmente construídas, passíveis, enquanto tal, de serem teorizadas e estudadas empiricamente. |
|---|