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Melhoria da sustentabilidade do sistema de melhoria contínua numa empresa de cablagens

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Resumo:O mundo industrial, atualmente, caracteriza-se por uma cultura competitiva à escala mundial que incita nas organizações a necessidade de potenciar o seu crescimento e eliminar desperdícios, de forma incessante e eficaz. Neste cenário, a Melhoria Contínua impõe-se hoje como uma arma que dá resposta a esses constantes desafios, através da aplicação de uma filosofia que defende uma continuidade de melhorias incrementais que, com o envolvimento de todos, consegue trazer a desejável vantagem competitiva. No entanto, apesar de conhecidos os benefícios que da Melhoria Contínua provêm, perenizar o seu efeito não se tem revelado uma tarefa fácil. O presente projeto, realizado em ambiente industrial, focou-se essencialmente na avaliação e melhoria da sustentabilidade do sistema de Melhoria Contínua aplicado na LEONI Portugal. Para isso, uma revisão da literatura foi efetuada de modo a levantar os principais agentes que atuam como facilitadores ou inibidores na sustentabilidade de qualquer sistema de Melhoria Contínua, e um conjunto de 12 fatores foi identificado e documentado. Mediante essa descoberta, uma avaliação escrupulosa permitiu compreender o grau de sustentabilidade do sistema de Melhoria Continua da empresa que, apesar de manifestar pontos fortes como o comprometimento e envolvimento da gestão de topo, dispõe de muitas fragilidades das quais destacam-se a falta da disseminação dos valores e missão da Melhoria Contínua e o pouco envolvimento e participação dos operadores. Desse modo, e jogando com os pontos fortes e com as debilidades detetadas, procedeu-se ao design e implementação de um novo modelo numa equipa piloto que, aquando a sua criação, era formada por 10 membros, mas que acresceu aos 13 membros durante o período de projeto. Dessa implementação, que compreendeu 6 diferentes fases, obtiveram-se resultados tangíveis e intangíveis. No que concerne aos resultados tangíveis, observaram-se melhorias significativas na organização do espaço de trabalho e na eficiência de trabalho, com um incremento substancial de 10%, mesmo condicionado pelo desempenho dos novos membros, que se encontravam em formação. Relativamente aos resultados intangíveis, conseguidos através da adoção e integração de novas rotinas e hábitos, verificaram-se melhorias nas soft skills dos membros da equipa que, no final do projeto, se assumiam como pessoas conscientes do potencial da Melhoria Contínua e capazes de garantir a sua sustentabilidade a longo prazo.
Autores principais:Santos, Cláudia Beatriz Neto dos
Assunto:Pensamento lean Melhoria contínua Sustentabilidade Lean thinking Continuous improvement Sustainability
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O mundo industrial, atualmente, caracteriza-se por uma cultura competitiva à escala mundial que incita nas organizações a necessidade de potenciar o seu crescimento e eliminar desperdícios, de forma incessante e eficaz. Neste cenário, a Melhoria Contínua impõe-se hoje como uma arma que dá resposta a esses constantes desafios, através da aplicação de uma filosofia que defende uma continuidade de melhorias incrementais que, com o envolvimento de todos, consegue trazer a desejável vantagem competitiva. No entanto, apesar de conhecidos os benefícios que da Melhoria Contínua provêm, perenizar o seu efeito não se tem revelado uma tarefa fácil. O presente projeto, realizado em ambiente industrial, focou-se essencialmente na avaliação e melhoria da sustentabilidade do sistema de Melhoria Contínua aplicado na LEONI Portugal. Para isso, uma revisão da literatura foi efetuada de modo a levantar os principais agentes que atuam como facilitadores ou inibidores na sustentabilidade de qualquer sistema de Melhoria Contínua, e um conjunto de 12 fatores foi identificado e documentado. Mediante essa descoberta, uma avaliação escrupulosa permitiu compreender o grau de sustentabilidade do sistema de Melhoria Continua da empresa que, apesar de manifestar pontos fortes como o comprometimento e envolvimento da gestão de topo, dispõe de muitas fragilidades das quais destacam-se a falta da disseminação dos valores e missão da Melhoria Contínua e o pouco envolvimento e participação dos operadores. Desse modo, e jogando com os pontos fortes e com as debilidades detetadas, procedeu-se ao design e implementação de um novo modelo numa equipa piloto que, aquando a sua criação, era formada por 10 membros, mas que acresceu aos 13 membros durante o período de projeto. Dessa implementação, que compreendeu 6 diferentes fases, obtiveram-se resultados tangíveis e intangíveis. No que concerne aos resultados tangíveis, observaram-se melhorias significativas na organização do espaço de trabalho e na eficiência de trabalho, com um incremento substancial de 10%, mesmo condicionado pelo desempenho dos novos membros, que se encontravam em formação. Relativamente aos resultados intangíveis, conseguidos através da adoção e integração de novas rotinas e hábitos, verificaram-se melhorias nas soft skills dos membros da equipa que, no final do projeto, se assumiam como pessoas conscientes do potencial da Melhoria Contínua e capazes de garantir a sua sustentabilidade a longo prazo.