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Efeito da instilação tópica de fenilefrina nas aberrações oculares e refração objetiva e subjetiva

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Resumo:O objetivo deste projeto baseia-se na avaliação do efeito da instilação de fenilefrina em diversos parâmetros oculares para averiguar a existência ou não de alterações nos mesmos. Essa avaliação foi realizada com o propósito de comparação entre dois grupos de diferentes faixas etárias (um grupo de voluntários jovens e um grupo de voluntários présbitas), ao longo de um período de 180 minutos, após a instilação da primeira gota do colírio. Também foi realizada uma avaliação de todos os parâmetros no olho contralateral, para averiguar eventuais efeitos de enervação pupilar simpática adversos à instilação do fármaco. Foram avaliados 20 voluntários, 10 no grupo de jovens e 10 no grupo de présbitas, que realizaram medidas de baseline e aos 15, 30, 90 e 180 minutos posteriores ao da instilação da primeira gota de fenilefrina. Os parâmetros avaliados foram os seguintes: refração objetiva, aberrometria, tonometria, paquimetria e biomecânica corneal, diâmetro pupilar (para diferentes condições de iluminação), a tomografia da córnea e do segmento anterior e inquéritos subjetivos de forma a avaliar sintomatologia (descrição e duração) inerente à instilação de fenilefrina tópica. Os resultados experimentais indicaram o pico de ação da fenilefrina aos 90 minutos, no entanto, estes já se mostraram significativos a partir dos 20 a 30 minutos iniciais. Ambos os grupos de estudo, jovens e présbitas, atingiram um máximo de dilatação pupilar de cerca de 8 mm, sendo que, no grupo présbitas, verificou-se um diferencial de diâmetro pupilar entre a baseline e os 90 minutos, superior em 2 mm, comparativamente ao grupo jovens. Apesar de se obter uma dilatação aos 30 minutos, aos 90 minutos ainda se consegue ganhar mais 1 mm de diâmetro pupilar, o que poderá ser importante nalgumas aplicações clínicas, tal como, na oftalmoscopia. Aos 15 minutos de estudo verificou-se, no Grupo Jovens, um menor valor de diâmetro pupilar face à baseline, possivelmente devido a uma adaptação à menor iluminação da sala, apenas conseguida nos 15 minutos posteriores. No Grupo Présbitas, não se verificou a mesma tendência, o que sugere que, no Grupo Jovens, haja uma maior latência na absorção do fármaco, devido a barreiras biológicas mais resistentes. Para além do efeito midriático pretendido, diversos parâmetros óticos e estruturais do olho sofreram alterações após a instilação de fenilefrina, embora geralmente muito ligeiros. Futuros estudos com amostras mais alargadas são necessários para confirmar as hipóteses lançadas neste manuscrito.
Autores principais:Fernandes, Ana Isabel Perestrelo
Assunto:Fenilefrina Midríase Aberrações oculares Refração Phenylephrine Mydriasis Ocular aberrations Refraction
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho

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