Publicação
Representações da mulher migrante no cinema: Todos os Sonhos do Mundo visto(s) pelos jovens
| Resumo: | Olhando o cinema como uma ferramenta capaz de abrir espaço para pensar o mundo, o estudo dos filmes Todos os Sonhos do Mundo (2017) de Laurence Ferreira Barbosa e A Casa Que Eu Quero (2010) de Joana Frazão e Raquel Marques permite-nos refletir sobre a forma como as representações das mulheres de origem portuguesa se cruzam com as ideias de pertença e identidade nacional. Procurando responder à pergunta De que forma são representadas as mulheres de origem portuguesa no cinema luso-francês?, discutimos as relações migratórias entre Portugal em França, a complexidade dos conceitos de nacionalidades, identidades e representações, terminando com uma breve análise do cinema como meio de comunicação e representações múltiplas. Recorremos à análise temática dos filmes anteriormente mencionados e do conteúdo de dois grupos focais, conduzidos com Todos os Sonhos do Mundo (2017) como objeto de visualização e estímulo para o debate. O resultado é um percurso por temas como os papéis tradicionais de género, a emancipação feminina, a fragmentação identitária, passando pela representação estereotipada dos portugueses e de Portugal, as pressões, expectativas e dificuldades das relações familiares, assim como a visão menos positiva dos jovens em relação ao cinema português. Concluímos que as obras sobre as quais nos debruçamos perpetuam simultaneamente os papéis tradicionalmente atribuídos às mulheres, assim como fazem um caminho no sentido de integrar nas narrativas personagens mais complexas, num percurso para a emancipação e multiplicidade. |
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| Autores principais: | Carvalho, Beatriz Ferreira |
| Assunto: | Cinema Identidades Migrações Mulher Representações Identities Migrations Representations Women |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Olhando o cinema como uma ferramenta capaz de abrir espaço para pensar o mundo, o estudo dos filmes Todos os Sonhos do Mundo (2017) de Laurence Ferreira Barbosa e A Casa Que Eu Quero (2010) de Joana Frazão e Raquel Marques permite-nos refletir sobre a forma como as representações das mulheres de origem portuguesa se cruzam com as ideias de pertença e identidade nacional. Procurando responder à pergunta De que forma são representadas as mulheres de origem portuguesa no cinema luso-francês?, discutimos as relações migratórias entre Portugal em França, a complexidade dos conceitos de nacionalidades, identidades e representações, terminando com uma breve análise do cinema como meio de comunicação e representações múltiplas. Recorremos à análise temática dos filmes anteriormente mencionados e do conteúdo de dois grupos focais, conduzidos com Todos os Sonhos do Mundo (2017) como objeto de visualização e estímulo para o debate. O resultado é um percurso por temas como os papéis tradicionais de género, a emancipação feminina, a fragmentação identitária, passando pela representação estereotipada dos portugueses e de Portugal, as pressões, expectativas e dificuldades das relações familiares, assim como a visão menos positiva dos jovens em relação ao cinema português. Concluímos que as obras sobre as quais nos debruçamos perpetuam simultaneamente os papéis tradicionalmente atribuídos às mulheres, assim como fazem um caminho no sentido de integrar nas narrativas personagens mais complexas, num percurso para a emancipação e multiplicidade. |
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