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Validação de um novo método de medida de refração objetiva através de um smartphone: EyeQue Personal Vision Tracker™

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Atualmente, um dos propósitos da Optometria é a avaliação do estado refrativo do olho humano e em termos clínicos essa prática é revista através do exame subjetivo. Contudo, um dos atuais objetivos para a comunidade científica tem sido a criação de uma ferramenta que seja capaz de estimar a refração de um sujeito, quando executada pelo mesmo de forma autónoma. A partir de equipamentos de medida da refração objetiva, bem como, dos conhecimentos das aberrações do olho humano, que permitam estimar a métrica de medida do estado refrativo surgiu este estudo para se avaliar a viabilidade do EyeQue PVT™, um instrumento baseado na obtenção da refração ocular através de um dispositivo móvel. Os principais objetivos deste trabalho foram avaliar a repetibilidade do EyeQue PVT™ comparando os resultados do mesmo com os do autorrefratómetro de campo aberto e de um aberrómetro. Baseado no valor das aberrações do olho humano foram estimadas as métricas de medida, em função do diâmetro pupilar, que mais se assemelham à técnica recorrida para o estudo. Foram avaliados 60 olhos de 30 sujeitos com idades compreendidas entre 18 e 24 anos (20,47±1,74 anos) e um valor médio da esfera registado com o autorrefratómetro de campo aberto de -0,50±1,43D. Registaram-se os valores de refração objetiva através de cinco medidas com o autorrefratómetro (Grand Seiko WAM5500), com recurso ao EyeQue PVT™ e à sua aplicação móvel instalada num telemóvel Apple iPhone 8 Plus com um sistema operativo iOS 12.1, obteve-se a refração de cada paciente em ambos os olhos. Através de medidas registadas previamente com o aberrómetro estimou-se a métrica de medida do estado refrativo que mais se assemelha ao equipamento em estudo. Em termos clínicos a diferença do valor da esfera encontrada com a aplicação móvel em estudo mostra um valor ligeiramente mais miópico em comparação com o equipamento de refração objetiva comercial utilizado, em média de -0,20D, sendo que as diferenças não são significativas, mesmo com outras métricas em estudo. Contudo, estes valores revelam uma grande dispersão, sendo que o intervalo de confiança de 95% varia entre 1,84D e -2,16D. A repetibilidade de medidas em sujeitos míopes apresenta diferenças clinicamente significativas e em casos de miopias altas registam-se valores da esfera com desvios hipermetrópicos. Em suma, concluímos que o dispositivo móvel EyeQue™ apresenta uma baixa precisão na medição do erro refrativo, embora tenha uma boa exatidão.
Autores principais:Pinto, Vítor Hugo da Silva
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Atualmente, um dos propósitos da Optometria é a avaliação do estado refrativo do olho humano e em termos clínicos essa prática é revista através do exame subjetivo. Contudo, um dos atuais objetivos para a comunidade científica tem sido a criação de uma ferramenta que seja capaz de estimar a refração de um sujeito, quando executada pelo mesmo de forma autónoma. A partir de equipamentos de medida da refração objetiva, bem como, dos conhecimentos das aberrações do olho humano, que permitam estimar a métrica de medida do estado refrativo surgiu este estudo para se avaliar a viabilidade do EyeQue PVT™, um instrumento baseado na obtenção da refração ocular através de um dispositivo móvel. Os principais objetivos deste trabalho foram avaliar a repetibilidade do EyeQue PVT™ comparando os resultados do mesmo com os do autorrefratómetro de campo aberto e de um aberrómetro. Baseado no valor das aberrações do olho humano foram estimadas as métricas de medida, em função do diâmetro pupilar, que mais se assemelham à técnica recorrida para o estudo. Foram avaliados 60 olhos de 30 sujeitos com idades compreendidas entre 18 e 24 anos (20,47±1,74 anos) e um valor médio da esfera registado com o autorrefratómetro de campo aberto de -0,50±1,43D. Registaram-se os valores de refração objetiva através de cinco medidas com o autorrefratómetro (Grand Seiko WAM5500), com recurso ao EyeQue PVT™ e à sua aplicação móvel instalada num telemóvel Apple iPhone 8 Plus com um sistema operativo iOS 12.1, obteve-se a refração de cada paciente em ambos os olhos. Através de medidas registadas previamente com o aberrómetro estimou-se a métrica de medida do estado refrativo que mais se assemelha ao equipamento em estudo. Em termos clínicos a diferença do valor da esfera encontrada com a aplicação móvel em estudo mostra um valor ligeiramente mais miópico em comparação com o equipamento de refração objetiva comercial utilizado, em média de -0,20D, sendo que as diferenças não são significativas, mesmo com outras métricas em estudo. Contudo, estes valores revelam uma grande dispersão, sendo que o intervalo de confiança de 95% varia entre 1,84D e -2,16D. A repetibilidade de medidas em sujeitos míopes apresenta diferenças clinicamente significativas e em casos de miopias altas registam-se valores da esfera com desvios hipermetrópicos. Em suma, concluímos que o dispositivo móvel EyeQue™ apresenta uma baixa precisão na medição do erro refrativo, embora tenha uma boa exatidão.