Publicação
Assessing the in vitro antimicrobial and antitumor activity of portuguese propolis
| Resumo: | O própolis é um produto natural resinoso produzido por abelhas melíferas. Diferentes grupos de compostos têm sido identificados no própolis e associados a diversas bioatividades. Algumas amostras de própolis Português exibem potencial antioxidante e antimicrobiano pelo que, neste trabalho, se avaliou esses atributos numa amostra de própolis obtida no Gerês em 2018. A atividade antitumoral do própolis Português só foi descrita no carcinoma renal, cancro da próstata, colorretal e mama. Até à data, nada se sabe sobre o efeito deste produto em melanoma com mutação BRAF, o cancro de pele mais agressivo e letal. Assim, para além da avaliação das propriedades antioxidantes e antimicrobianas do própolis do Gerês, este trabalho teve como objetivo avaliar também o seu potencial contra melanoma. Primeiramente, as propriedades antioxidantes e antimicrobianas do G18.EE e de micro-extratos etanólicos de própolis do Gerês recolhido em 2020 (G20.miEEs) foram avaliadas, demonstrando atividade antioxidante e antimicrobiana significativas, sendo G18.EE o mais eficaz. Adicionalmente, G18 revelou cumprir os requisitos de qualidade estabelecidos para própolis. Assim, G18.EE foi selecionado e fracionado – n-hexano, acetato de etilo (EtOAc) e n-butanol (n-BuOH) – para uso nos ensaios antitumorais in vitro. Quanto à atividade antitumoral, o G18.EE e as suas frações afetam a viabilidade de células de melanoma mutadas em BRAF, sendo n-BuOH/G18.EE e n BuOH/EtOAc as frações mais ativas para a linha A375 e WM9, respetivamente. O efeito de G18.EE e das frações selecionadas (n-BuOH e EtOAc) na proliferação, migração, crescimento, apoptose, metabolismo, produção de ROS e potencial mitocondrial foi avaliado. Conclui-se que os tratamentos diminuem a migração celular e o crescimento e a migração dos esferóides. Também se observou um aumento da produção de lactato, consistente com o aumento da expressão de LDHA e MCT-1, assim como uma acumulação de ROS em células de melanoma tratadas. Por fim, através da avaliação da expressão de proteínas pró e anti-apoptóticas, validou-se a indução da apoptose. Em suma, pela primeira vez, apresentam-se evidências de atividade antitumoral do própolis português em melanoma, sendo que este modula importantes marcadores tumorigénicos – crescimento tumoral, proliferação e migração– e promove a morte celular via apoptose mediada por ROS. Este produto natural é uma potencial fonte de compostos para o desenvolvimento de novas terapias anticancerígenas. |
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| Autores principais: | Oliveira, Rafaela Dias |
| Assunto: | Atividade antimicrobiana Atividade antioxidante Atividade antitumoral Melanoma Melanoma com mutação BRAF Propolis português Antimicrobial activity Antioxidant activity Antitumoral activity BRAF-mutated melanoma Portuguese Propolis |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O própolis é um produto natural resinoso produzido por abelhas melíferas. Diferentes grupos de compostos têm sido identificados no própolis e associados a diversas bioatividades. Algumas amostras de própolis Português exibem potencial antioxidante e antimicrobiano pelo que, neste trabalho, se avaliou esses atributos numa amostra de própolis obtida no Gerês em 2018. A atividade antitumoral do própolis Português só foi descrita no carcinoma renal, cancro da próstata, colorretal e mama. Até à data, nada se sabe sobre o efeito deste produto em melanoma com mutação BRAF, o cancro de pele mais agressivo e letal. Assim, para além da avaliação das propriedades antioxidantes e antimicrobianas do própolis do Gerês, este trabalho teve como objetivo avaliar também o seu potencial contra melanoma. Primeiramente, as propriedades antioxidantes e antimicrobianas do G18.EE e de micro-extratos etanólicos de própolis do Gerês recolhido em 2020 (G20.miEEs) foram avaliadas, demonstrando atividade antioxidante e antimicrobiana significativas, sendo G18.EE o mais eficaz. Adicionalmente, G18 revelou cumprir os requisitos de qualidade estabelecidos para própolis. Assim, G18.EE foi selecionado e fracionado – n-hexano, acetato de etilo (EtOAc) e n-butanol (n-BuOH) – para uso nos ensaios antitumorais in vitro. Quanto à atividade antitumoral, o G18.EE e as suas frações afetam a viabilidade de células de melanoma mutadas em BRAF, sendo n-BuOH/G18.EE e n BuOH/EtOAc as frações mais ativas para a linha A375 e WM9, respetivamente. O efeito de G18.EE e das frações selecionadas (n-BuOH e EtOAc) na proliferação, migração, crescimento, apoptose, metabolismo, produção de ROS e potencial mitocondrial foi avaliado. Conclui-se que os tratamentos diminuem a migração celular e o crescimento e a migração dos esferóides. Também se observou um aumento da produção de lactato, consistente com o aumento da expressão de LDHA e MCT-1, assim como uma acumulação de ROS em células de melanoma tratadas. Por fim, através da avaliação da expressão de proteínas pró e anti-apoptóticas, validou-se a indução da apoptose. Em suma, pela primeira vez, apresentam-se evidências de atividade antitumoral do própolis português em melanoma, sendo que este modula importantes marcadores tumorigénicos – crescimento tumoral, proliferação e migração– e promove a morte celular via apoptose mediada por ROS. Este produto natural é uma potencial fonte de compostos para o desenvolvimento de novas terapias anticancerígenas. |
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