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Saber o passado, rever o presente: reabilitação do Forte de São João Batista
| Resumo: | Esta tese tem como objetivo primordial abordar a reabilitação do Forte de São João Baptista, construído na foz do rio Cávado, em Esposende, pequena cidade do distrito de Braga. Trata-se de um monumento que é património nacional, classificado como Monumento de Interesse Público desde 1982, e que no passado teve importância na defesa do território nacional no contexto das Guerras e Invasões Francesas. Pretende-se identificar o valor do Forte de São João Baptista e analisar as intervenções no património militar, de forma a delinear e definir a estratégia de intervenção que resultará num Projeto de Arquitetura. Com efeito, na elaboração do projeto, procura-se uma avaliação cuidadosa e intervenção correta no Forte, como um elemento útil, enfatizando as relações com o local, atribuindo-lhe um novo propósito. Dado o seu reconhecido testemunho histórico e arqueológico, ambiciona-se uma estratégia de intervenção que visa promover e enaltecer o monumento, atribuindo-lhe potencial turístico e / ou sociocultural e económico. Para tal, é essencial caracterizar os diferentes conceitos subjacentes a este tema, nomeadamente a tipologia, a relação litoral e, essencialmente, os motivos que levaram à sua construção, os momentos em que foi alvo de operações de manutenção e conservação, bem como, determinar a altura em que perdeu a sua funcionalidade e que, consequentemente, levou à sua progressiva degradação. A investigação centra-se, portanto, na identificação do valor patrimonial do Forte de São João Baptista, na análise das estratégias de intervenção no património militar e na definição de uma nova estratégia de intervenção. Pretende-se também atribuir-lhe uma nova função que ajude a interpretar e preservar esta estrutura e, simultaneamente sensibilize e alerte a comunidade para a importância da valorização do património que é parte integrante de um território e de uma paisagem, a quem dá identidade. A Fortificação encontra-se estruturada numa planta estrelada com um baluarte em cada vértice onde se erguiam guaritas de secção hexagonal. Atualmente apenas subsistem dois vértices. Na face norte ergue-se um conjunto edificado de quatro edifícios, um grande corpo retangular virado para a praia, onde centralmente se ergue o farol metálico, e três corpos quadrangulares que se alinham pela fachada oposta em forma de E, originando assim, entre si, pátios internos. Degradado, mas imponente, destaca-se pela magnífica localização, ao mesmo tempo que destoa da renovação que tem ocorrido ao longo dos anos em seu redor. Embora abandonado, resiste à passagem do tempo, convocando para si a nossa atenção, quer pelo apelo visual que lança através do farol quer pelo apelo auditivo quando em dias ou noites de cerração ecoa a famosa ronca. Este abandono que há muito perdura apresenta-se como um desafio permanente para quem por lá passa frequentemente e reconhece a sua importância, histórica e arquitetónica, que deve conduzir à sua recuperação e valorização. O projeto de intervenção que se propõe surgiu na sequência de uma atenta e continuada observação deste envelhecido edifício que tanta potencialidade oferece. Sugere-se, então, a construção de um centro cultural, respeitando, naturalmente, todas as regras de preservação do edificado histórico e patrimonial, tirando partido do local onde se encontra bem como dos vários elementos que o circundam, tais como o mar, o rio, zonas verdes e o farol que o caracteriza e ainda lhe dá alguma vitalidade, de forma a criar um espaço de convívio, de lazer, de aprendizagem, de transmissão e partilha de saberes, de trocas de experiências, (entre outras), que dignifiquem, preencham e enriqueçam os dias dos seus beneficiários. O objetivo do projeto consiste em criar espaços de exposições temporárias, oficina de artes, auditório, bar com esplanada e wc e diversas zonas exteriores que possibilitem a realização de diferentes atividades. Esta proposta procura sensibilizar para a importância da criação de um espaço de partilha cultural através da criação de uma infraestrutura capaz de albergar atividades que promovam a interação entre várias gerações de esposendenses. Centra-se, também, na reflexão do papel da arquitetura como parte integrante da proteção e reabilitação de edifícios de valor patrimonial. |
|---|---|
| Autores principais: | Ferreira, Inês de Melo Losa |
| Assunto: | Património Reabilitação Fortificação Abaluartada Esposende Heritage Rehabilitation Bulwark Fortifications Esposende |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
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Dado o seu reconhecido testemunho histórico e arqueológico, ambiciona-se uma estratégia de intervenção que visa promover e enaltecer o monumento, atribuindo-lhe potencial turístico e / ou sociocultural e económico. Para tal, é essencial caracterizar os diferentes conceitos subjacentes a este tema, nomeadamente a tipologia, a relação litoral e, essencialmente, os motivos que levaram à sua construção, os momentos em que foi alvo de operações de manutenção e conservação, bem como, determinar a altura em que perdeu a sua funcionalidade e que, consequentemente, levou à sua progressiva degradação. A investigação centra-se, portanto, na identificação do valor patrimonial do Forte de São João Baptista, na análise das estratégias de intervenção no património militar e na definição de uma nova estratégia de intervenção. Pretende-se também atribuir-lhe uma nova função que ajude a interpretar e preservar esta estrutura e, simultaneamente sensibilize e alerte a comunidade para a importância da valorização do património que é parte integrante de um território e de uma paisagem, a quem dá identidade. A Fortificação encontra-se estruturada numa planta estrelada com um baluarte em cada vértice onde se erguiam guaritas de secção hexagonal. Atualmente apenas subsistem dois vértices. Na face norte ergue-se um conjunto edificado de quatro edifícios, um grande corpo retangular virado para a praia, onde centralmente se ergue o farol metálico, e três corpos quadrangulares que se alinham pela fachada oposta em forma de E, originando assim, entre si, pátios internos. Degradado, mas imponente, destaca-se pela magnífica localização, ao mesmo tempo que destoa da renovação que tem ocorrido ao longo dos anos em seu redor. Embora abandonado, resiste à passagem do tempo, convocando para si a nossa atenção, quer pelo apelo visual que lança através do farol quer pelo apelo auditivo quando em dias ou noites de cerração ecoa a famosa ronca. Este abandono que há muito perdura apresenta-se como um desafio permanente para quem por lá passa frequentemente e reconhece a sua importância, histórica e arquitetónica, que deve conduzir à sua recuperação e valorização. O projeto de intervenção que se propõe surgiu na sequência de uma atenta e continuada observação deste envelhecido edifício que tanta potencialidade oferece. 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