Publicação
Modelo de eco cabana para turismo integrando princípios de economia circular
| Resumo: | Um dos impactos significativos da atividade humana é a poluição. Este projeto não pretende dar uma resposta à poluição atmosférica, mas sim procurar reduzir os impactos ambientais resultantes da acumulação de materiais rejeitados, ou provenientes de indústrias, natureza morta, plantas endógenas, plantas infestantes e desperdícios provenientes da construção. Pretende-se criar uma eco cabana seguindo um modelo “circular” de gestão, integrado na arquitetura e na cultura local, em particular o artesanato da Ilha Terceira, que incorpore o máximo possível destes materiais. Neste sentido, assume como prioridade a economia circular na área da construção. Qualquer setor produtivo/industrial pode e deve refletir sobre a integração dos principais fatores de uma economia circular. Isto passa pela valorização social e ambiental nos seus projetos, planos de negócio e sua estratégia aplicada. O caso do estudo deste projeto localiza-se na Região Autónoma dos Açores, na Ilha Terceira. A Região destaca-se pelo papel socioeconómico que o sector da agricultura representa nas 9 ilhas dos Açores. Os Açores possuem uma grande riqueza na sua história e nas suas tradições. Representam uma referência nas artes e ofícios, desenvolvendo, ao longo de séculos, técnicas de trabalho artesanal com os mais diversos materiais, uns reutilizados e outros extraídos da terra (endémicas e infestantes). Esta eco-cabana pretende “ressurgir” e reinterpretar os antigos palheiros dos lavradores, com algumas inspirações em algumas técnicas utilizadas nas antigas cabanas de pescadores da zona da Comporta. Essas cabanas na sua construção são compostas por uma grande quantidade de criptoméria da Região. Os Açores foram também colonizados por alentejanos, dessa forma encontramos na construção vernacular das Ilhas algumas referências dessa ocupação territorial. O projeto tem como principal objetivo demonstrar que é possível, à semelhança das antigas cabanas de pescadores, fazer ressurgir os antigos palheiros de colmo, “denominado por festuca da ilha”, em espaços turísticos de alta qualidade e carácter cultural. É importante referir que, embora o contributo dos Açores para a poluição agrícola esteja distante dos principais países ou regiões poluentes, jamais deve abrandar em estratégias ou responsabilidades que reforcem a implementação de boas práticas, a sensibilização e a criação de mecanismos de proteção e preservação do mar e da agricultura, da sua espécie e da sua biodiversidade. Pretende-se com este modelo adotar uma postura mais pró-ativa que reflita uma preocupação prática sobre a cultura local e suas tradições, na gestão dos recursos materiais e também imateriais, na forma como podemos contribuir para afetar e transformar a nossa realidade e comunidade, numa vertente mais consciente e eficaz face aos problemas com as alterações climáticas, com a poluição em todo o mundo, com a extinção de inúmeras espécies ou a finitude dos nossos recursos naturais. Este trabalho pretende parametrizar e aplicar na arquitetura, construção, mobiliário e têxteis, conceitos com o empreendedorismo ecológico, o consumo responsável, economia circular e valorização do património local (artesanato). Intenta também refletir a forma como estes conceitos podem ser melhorados ou direcionados para a sociedade e para um país ou região mais próspero. |
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| Autores principais: | Rocha, Lisa Antonieta da Ponte |
| Assunto: | Economia circular Eco-design Eco-cabanas Eco-turismo Circular economy Eco-huts Eco-tourism |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Um dos impactos significativos da atividade humana é a poluição. Este projeto não pretende dar uma resposta à poluição atmosférica, mas sim procurar reduzir os impactos ambientais resultantes da acumulação de materiais rejeitados, ou provenientes de indústrias, natureza morta, plantas endógenas, plantas infestantes e desperdícios provenientes da construção. Pretende-se criar uma eco cabana seguindo um modelo “circular” de gestão, integrado na arquitetura e na cultura local, em particular o artesanato da Ilha Terceira, que incorpore o máximo possível destes materiais. Neste sentido, assume como prioridade a economia circular na área da construção. Qualquer setor produtivo/industrial pode e deve refletir sobre a integração dos principais fatores de uma economia circular. Isto passa pela valorização social e ambiental nos seus projetos, planos de negócio e sua estratégia aplicada. O caso do estudo deste projeto localiza-se na Região Autónoma dos Açores, na Ilha Terceira. A Região destaca-se pelo papel socioeconómico que o sector da agricultura representa nas 9 ilhas dos Açores. Os Açores possuem uma grande riqueza na sua história e nas suas tradições. Representam uma referência nas artes e ofícios, desenvolvendo, ao longo de séculos, técnicas de trabalho artesanal com os mais diversos materiais, uns reutilizados e outros extraídos da terra (endémicas e infestantes). Esta eco-cabana pretende “ressurgir” e reinterpretar os antigos palheiros dos lavradores, com algumas inspirações em algumas técnicas utilizadas nas antigas cabanas de pescadores da zona da Comporta. Essas cabanas na sua construção são compostas por uma grande quantidade de criptoméria da Região. Os Açores foram também colonizados por alentejanos, dessa forma encontramos na construção vernacular das Ilhas algumas referências dessa ocupação territorial. O projeto tem como principal objetivo demonstrar que é possível, à semelhança das antigas cabanas de pescadores, fazer ressurgir os antigos palheiros de colmo, “denominado por festuca da ilha”, em espaços turísticos de alta qualidade e carácter cultural. É importante referir que, embora o contributo dos Açores para a poluição agrícola esteja distante dos principais países ou regiões poluentes, jamais deve abrandar em estratégias ou responsabilidades que reforcem a implementação de boas práticas, a sensibilização e a criação de mecanismos de proteção e preservação do mar e da agricultura, da sua espécie e da sua biodiversidade. Pretende-se com este modelo adotar uma postura mais pró-ativa que reflita uma preocupação prática sobre a cultura local e suas tradições, na gestão dos recursos materiais e também imateriais, na forma como podemos contribuir para afetar e transformar a nossa realidade e comunidade, numa vertente mais consciente e eficaz face aos problemas com as alterações climáticas, com a poluição em todo o mundo, com a extinção de inúmeras espécies ou a finitude dos nossos recursos naturais. Este trabalho pretende parametrizar e aplicar na arquitetura, construção, mobiliário e têxteis, conceitos com o empreendedorismo ecológico, o consumo responsável, economia circular e valorização do património local (artesanato). Intenta também refletir a forma como estes conceitos podem ser melhorados ou direcionados para a sociedade e para um país ou região mais próspero. |
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