Publicação
Um estudo sobre as diferenças nos indicadores económico-financeiros das instituições mutualistas no conjunto das instituições bancárias portuguesas
| Resumo: | As associações mutualistas tiveram, e ainda hoje têm, um papel preponderante e fulcral na manutenção do nível de vida das populações em tempos de vulnerabilidade. Estas são associações que fornecem crédito, e ao mesmo tempo, entreajuda e beneficência. O movimento mutualista pode ter um papel fundamental na resolução ou diminuição de diversos problemas da sociedade. A nível europeu, a banca cooperativa tem um maior envolvimento na Europa Central (Alemanha, Áustria, Bélgica), e na zona Latina, dando maior enfase a França. Apesar de haver uma parca divulgação, o facto é que cerca de um milhão de portugueses é membro de associações, atingindo aproximadamente dois milhões e meio de beneficiários. A maior associação em Portugal é aliás, uma mutualidade - o Montepio Geral, que tem quase quinhentos mil associados. As Mutualidades adicionam uma diversidade ao sistema financeiro, abordando o risco de uma maneira diferente. Elas são conhecidas em ter um menor apetite para o risco uma vez que têm um interesse a longo prazo em proteger seus membros de situações de falha, bem como entrega de valor no curto prazo. Dois bancos a atuar em território Português são de origem mutualista: o Montepio e do Crédito Agrícola. Neste estudo, foi analisado um conjunto de indicadores económico-financeiros do sector bancário das entidades que apresentaram contas consolidadas, de acordo com as informações fornecidas pela Associação Portuguesa de Bancos, relativas ao período de 2006 a 2012 (Associação Portuguesa De Bancos, 2013), onde estão também o Crédito Agrícola e o Montepio, as duas maiores mutualidades. Pretendeu-se observar as diferenças nas características sociais entre estes bancos e um conjunto de bancos comerciais, bem como constatar se estes se distanciavam da banca comercial, assumindo um comportamento comercial e social comum. Foi possível verificar que o Crédito Agrícola, enquanto agência mutualista, foi o banco que apresentou um rácio superior dos gastos em ações sociais em comparação com o resultado líquido anual. Com o uso de dendrogramas, constatou-se que não existe uma ligação entre as mutualidades a atuar em Portugal no que concerne ao volume de negócios ou aos valores agregados observados. Existe de facto, ainda algum desfasamento nos resultados apresentados pelas mutualidades, ao contrário de aproximação. |
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| Autores principais: | Pacheco, Vitor Alexandre de Abreu |
| Assunto: | Mutualismo Montepio Crédito Agrícola Utilidade social Associações mutualistas Apoio social Mutualism Social utility Mutual associations Social support |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | As associações mutualistas tiveram, e ainda hoje têm, um papel preponderante e fulcral na manutenção do nível de vida das populações em tempos de vulnerabilidade. Estas são associações que fornecem crédito, e ao mesmo tempo, entreajuda e beneficência. O movimento mutualista pode ter um papel fundamental na resolução ou diminuição de diversos problemas da sociedade. A nível europeu, a banca cooperativa tem um maior envolvimento na Europa Central (Alemanha, Áustria, Bélgica), e na zona Latina, dando maior enfase a França. Apesar de haver uma parca divulgação, o facto é que cerca de um milhão de portugueses é membro de associações, atingindo aproximadamente dois milhões e meio de beneficiários. A maior associação em Portugal é aliás, uma mutualidade - o Montepio Geral, que tem quase quinhentos mil associados. As Mutualidades adicionam uma diversidade ao sistema financeiro, abordando o risco de uma maneira diferente. Elas são conhecidas em ter um menor apetite para o risco uma vez que têm um interesse a longo prazo em proteger seus membros de situações de falha, bem como entrega de valor no curto prazo. Dois bancos a atuar em território Português são de origem mutualista: o Montepio e do Crédito Agrícola. Neste estudo, foi analisado um conjunto de indicadores económico-financeiros do sector bancário das entidades que apresentaram contas consolidadas, de acordo com as informações fornecidas pela Associação Portuguesa de Bancos, relativas ao período de 2006 a 2012 (Associação Portuguesa De Bancos, 2013), onde estão também o Crédito Agrícola e o Montepio, as duas maiores mutualidades. Pretendeu-se observar as diferenças nas características sociais entre estes bancos e um conjunto de bancos comerciais, bem como constatar se estes se distanciavam da banca comercial, assumindo um comportamento comercial e social comum. Foi possível verificar que o Crédito Agrícola, enquanto agência mutualista, foi o banco que apresentou um rácio superior dos gastos em ações sociais em comparação com o resultado líquido anual. Com o uso de dendrogramas, constatou-se que não existe uma ligação entre as mutualidades a atuar em Portugal no que concerne ao volume de negócios ou aos valores agregados observados. Existe de facto, ainda algum desfasamento nos resultados apresentados pelas mutualidades, ao contrário de aproximação. |
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