Publicação
Ler: arte ou ciência? Essa não é a questão
| Resumo: | Os estudos literários favorecem o contacto com diversos saberes que intervêm nas obras de ficção (linguísticos, históricos, socioculturais…), potenciam o pensamento crítico, a interpretação e a interação. Todos estes processos são estimulados no jogo dialógico e compreensivo da leitura e que implica dom de si, curiosidade e atenção ao outro. Por essa razão, os textos literários oferecem-se como um terreno propício para o treino de qualquer prática hermenêutica e relacional. A leitura literária tem sido usada como princípio basilar da Medicina narrativa, uma área de formação e de prática em saúde emergente que advoga a necessária complementaridade entre o saber científico e uma abordagem valorizadora da singularidade de cada doente. Partindo de uma explicitação da noção de leitura literária e indagando os seus fundamentos nos próprios escritores, mostraremos o modo como nos ajudam a pensar o ato de ler como construção e como jogo aberto à experiência do pensamento. Nessa senda, são articulados três conceitos: o de “imaginação material” (Bachelard), o de “princípio literário” (Citton) e o de “semiologia ativa (Barthes), desafiadores de interdisciplinaridade e uma interface particular com a medicina e a ética médica que ilustraremos com um trabalho antológico concebido com um Laboratório de leituras para a reflexão em saúde. |
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| Autores principais: | Cabral, Maria de Jesus |
| Assunto: | Leitura literária Interdisciplinaridade Medicina narrativa |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Os estudos literários favorecem o contacto com diversos saberes que intervêm nas obras de ficção (linguísticos, históricos, socioculturais…), potenciam o pensamento crítico, a interpretação e a interação. Todos estes processos são estimulados no jogo dialógico e compreensivo da leitura e que implica dom de si, curiosidade e atenção ao outro. Por essa razão, os textos literários oferecem-se como um terreno propício para o treino de qualquer prática hermenêutica e relacional. A leitura literária tem sido usada como princípio basilar da Medicina narrativa, uma área de formação e de prática em saúde emergente que advoga a necessária complementaridade entre o saber científico e uma abordagem valorizadora da singularidade de cada doente. Partindo de uma explicitação da noção de leitura literária e indagando os seus fundamentos nos próprios escritores, mostraremos o modo como nos ajudam a pensar o ato de ler como construção e como jogo aberto à experiência do pensamento. Nessa senda, são articulados três conceitos: o de “imaginação material” (Bachelard), o de “princípio literário” (Citton) e o de “semiologia ativa (Barthes), desafiadores de interdisciplinaridade e uma interface particular com a medicina e a ética médica que ilustraremos com um trabalho antológico concebido com um Laboratório de leituras para a reflexão em saúde. |
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